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Amazonas

Atividade industrial do AM teve queda de 3,5% em novembro de 2021, a mais acentuada do País, diz IBGE

No recuo de 0,2% da atividade industrial em novembro, na série com ajuste sazonal, oito dos 15 locais pesquisados mostraram taxas negativas.

Linha de produção em fábrica de motocicletas, em Manaus (AM). (Foto: José Paulo Lacerda)

O estado do Amazonas registrou uma queda de 3,5% na atividade industrial em novembro de 2021, em comparação com o mês anterior. Na média móvel trimestral também liderou a taxa negativa em 2,5% entre os 15 locais do país pesquisados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Os dados foram divulgados nesta sexta-feira, 14/1.

Na série com ajuste sazonal, oito dos 15 locais pesquisados pelo IBGE apresentaram taxas negativas. As perdas mais acentuadas foram em Amazonas (-3,5%), Ceará (-2,5%) e Rio de Janeiro (-2,2%), com Nordeste (-1,8%), Bahia (-1,7%), Espírito Santo (-0,9%), Paraná (-0,7%) e Pernambuco (-0,3%) a seguir. As maiores altas foram em Mato Grosso (14,6%), Santa Catarina (5,0%) e Pará (3,5%), com Rio Grande do Sul (1,2%), São Paulo (1,0%), Minas Gerais (0,8%) e Goiás (0,1%).

A média móvel trimestral ficou negativa em dez dos quinze locais, liderados por Amazonas (-2,5%), Minas Gerais (-1,4%), Ceará (-1,2%), São Paulo (-0,9%), Goiás (-0,8%) e Santa Catarina (-0,6%).

O acumulado do ano cresceu em nove dos 15 locais, com destaque para Santa Catarina (12,4%), Rio Grande do Sul (11,2%), Minas Gerais (10,9%) e Paraná (10,0%). Já o acumulado dos últimos 12 meses avançou em dez dos quinze locais pesquisados.

No recuo de 0,2% da atividade industrial em novembro, na série com ajuste sazonal, oito dos 15 locais pesquisados mostraram taxas negativas. Amazonas (-3,5%), Ceará (-2,5%) e Rio de Janeiro (-2,2%) tiveram as quedas mais acentuadas. Amazonas e Ceará voltaram a recuar após mostrarem taxas positivas em outubro de 2021, respectivamente, 0,1% e 2,7%; e o Rio de Janeiro eliminando o avanço de 1,5% acumulado no período agosto-outubro de 2021. Nordeste (-1,8%), Bahia (-1,7%), Espírito Santo (-0,9%), Paraná (-0,7%) e Pernambuco (-0,3%) completaram o conjunto de locais com resultados negativos em novembro.

Por outro lado, Mato Grosso (14,6%), Santa Catarina (5,0%) e Pará (3,5%) tiveram as maiores altas. Mato Grosso intensificou o crescimento de outubro (3,4%), quando interrompeu quatro meses consecutivos de queda na produção, período em que acumulou redução de 7,0%. Santa Catarina e Pará eliminaram, respectivamente, parte das perdas de 6,3% e de 4,7% acumuladas no período setembro-outubro de 2021. Rio Grande do Sul (1,2%), São Paulo (1,0%), Minas Gerais (0,8%) e Goiás (0,1%) apresentaram as demais taxas positivas.

O índice de média móvel trimestral para a indústria recuou 0,5% no trimestre encerrado em novembro frente ao nível do mês anterior, mantendo a trajetória descendente iniciada em janeiro de 2021. Houve taxas negativas em dez dos 15 locais pesquisados, com destaque para os recuos mais acentuados assinalados por Amazonas (-2,5%), Minas Gerais (-1,4%), Ceará (-1,2%), São Paulo (-0,9%), Goiás (-0,8%) e Santa Catarina (-0,6%). Por outro lado, Mato Grosso (4,3%), Região Nordeste (2,1%), Rio Grande do Sul (1,7%), Pernambuco (1,6%) e Bahia (1,2%) registraram os avanços em novembro de 2021.

Na comparação com novembro de 2020, a indústria nacional teve redução de 4,4% em novembro de 2021, com dez dos 15 locais pesquisados apontando taxas negativas. Vale citar que novembro de 2021 (20 dias) teve o mesmo número de dias úteis do que igual mês do ano anterior (20). Bahia (-15,7%), Amazonas (-13,0%), Ceará (-11,1%) e Região Nordeste (-10,5%) assinalaram os recuos de dois dígitos e os mais intensos.

Bahia foi pressionada pelo comportamento negativo dos setores de veículos automotores, reboques e carrocerias, metalurgia e celulose, papel e produtos de papel. Amazonas foi afetado por quedas nos setores de bebidas, equipamentos de informática, produtos eletrônicos e ópticos; Ceará, pela queda na produção de artefatos de couro, artigos para viagem e calçados e confecção de artigos do vestuário e acessórios; e Região Nordeste, pelo recuo de veículos automotores, reboques e carrocerias e artefatos de couro, artigos para viagem e calçados.

São Paulo (-6,9%) e Pernambuco (-5,9%) também registraram taxas negativas mais intensas que a média nacional (-4,4%), enquanto Goiás (-3,9%), Santa Catarina (-2,6%), Paraná (-1,9%) e Minas Gerais (-0,6%) completaram o conjunto de locais com índices negativos.

Por outro lado, Mato Grosso, com expansão de 28,0%, apontou o crescimento mais elevado em novembro de 2021, impulsionado, em grande parte, pelo avanço observado na atividade de produtos alimentícios. Espírito Santo (4,7%), Rio de Janeiro (4,6%), Pará (2,0%) e Rio Grande do Sul (1,4%) mostraram as demais taxas positivas nesse mês.

No acumulado no ano, frente a igual período do ano anterior, a expansão verificada na produção nacional alcançou nove dos 15 locais pesquisados, com destaque para Santa Catarina (12,4%), Rio Grande do Sul (11,2%), Minas Gerais (10,9%) e Paraná (10,0%). Santa Catarina foi impulsionada pelos avanços dos setores de confecção de artigos do vestuário e acessórios, metalurgia, máquinas e equipamentos e veículos automotores, reboques e carrocerias.

No Rio Grande do Sul, os destaques foram os setores de máquinas e equipamentos, produtos de metal, artefatos de couro, artigos para viagem e calçados e outros produtos químicos. Minas Gerais teve impacto positivo dos setores de veículos automotores, reboques e carrocerias, metalurgia, e indústrias extrativas. Enquanto a indústria do Paraná foi impulsionada pelos setores de máquinas e equipamentos, e veículos automotores, reboques e carrocerias.

Espírito Santo (9,1%), Amazonas (6,8%), Ceará (6,5%) e São Paulo (6,2%) também registraram taxas positivas acima da média nacional (4,7%), enquanto Rio de Janeiro (3,8%) completou o conjunto de locais com avanço na produção no índice acumulado no ano.

Por outro lado, Bahia (-13,4%) apontou o recuo mais elevado no índice acumulado no ano, pressionado, principalmente, pelo comportamento negativo das atividades de veículos automotores, reboques e carrocerias, e de coque, produtos derivados do petróleo e biocombustíveis. Região Nordeste (-5,8%), Goiás (-4,6%), Pará (-3,2%) e Mato Grosso (-3,0%) também mostraram taxas negativas no indicador acumulado do período janeiro-novembro de 2021; enquanto Pernambuco (0,0%) mostrou variação nula.

O acumulado dos últimos 12 meses ao avançar 5,0% em novembro de 2021, manteve a redução na intensidade do crescimento frente ao observado nos meses de outubro (5,7%), setembro (6,5%) e agosto (7,2%). Houve altas em dez dos 15 locais pesquisados, porém, dez apontaram menor dinamismo frente a outubro. Amazonas (de 9,4% para 7,0%), Ceará (de 9,4% para 7,5%), Pernambuco (de 2,3% para 0,7%), Paraná (de 12,1% para 10,6%), Bahia (de -10,8% para -12,3%), Santa Catarina (de 14,2% para 12,8%), Região Nordeste (de -3,5% para -4,9%) e São Paulo (de 7,6% para 6,6%) mostraram as principais perdas, enquanto os ganhos foram em Mato Grosso (de -6,4% para -2,8%), Rio de Janeiro (de 2,0% para 3,2%), Espírito Santo (de 7,9% para 8,7%) e Pará (de -3,2% para -2,7%).

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