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Amazonas

Até o fim de abril, contribuintes do AM terão pago R$ 11,96 bilhões em impostos federais, estaduais e municipais, mostra Impostômetro

Impostômetro é o painel da Associação Comercial de São Paulo (ACSP) que registra o montante de tributos pagos pelos brasileiros em todo país.

Compras online e pedidos de delivery contribuíram com os impostos.(Foto:Marcelo Casal Jr./AGB)

O Impostômetro vai registrar no próximo dia 28 de abril, R$ R$ 11,96 bilhões em impostos pago pelo contribuinte do Amazonas aos governos federal, estaduais e municipais desde o primeiro dia do ano. São mais R$ 1,23 bilhão a mais do que no mesmo período do ano passado, R$ 10,72 bilhões. O valor pago de janeiro a 28 de abril do ano passado (2021) será atingido no próximo domingo, 13 dias antes do fim do mês.


Os números são do Impostômetro, painel da Associação Comercial de São Paulo (ACSP) que registra o montante de tributos pagos pelos brasileiros em todo país. O painel considera todos os valores arrecadados pelas três esferas de governo a título de tributos: impostos, taxas e contribuições, incluindo as multas, juros e correção monetária.

Para fins de estimativa dos valores ainda não divulgados pelos órgãos oficiais, o Impostômetro utiliza os dados de arrecadação do igual período do ano anterior, atualizados com o índice de crescimento médio de cada tributo dos três anos imediatamente anteriores.

As projeções das arrecadações futuras são também feitas com base no crescimento médio dos tributos, nos três anos imediatamente anteriores, com ajustes de acordo com as sazonalidades.

O economista Orígenes Martins Filho, disse que a alta na arrecadação de impostos no Amazonas ainda é um grande problema. Segundo ele, o governador Wilson Lima (UB) está “fazendo festa com o superavit da arrecadação”. Ele disse que não viu o que foi feito com o aumento da arrecadação. “Imposto precisa ser distribuído para a população. Não vi reciprocidade”, declarou.

Orígenes disse que o Amazonas tem uma das maiores alíquotas do ICMS (Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços). Ele lembra que foi pedido, no  auge da crise, que alíquota fosse diminuída para diminuir o impacto do aumento nos preços dos combustíveis e gás de cozinha, mas  o governador não reduziu. “Para o governo, o aumento na arrecadação foi maravilhoso, para a população, não viu resultado, afirmou.

Marcel Solimeo, economista da ACSP, avalia que o crescimento da arrecadação tem sido influenciado principalmente pela alta da inflação, que impacta diretamente nos preços dos produtos. A retomada da atividade em alguns setores atingidos pela pandemia também pode ser somada com a alta na arrecadação.

“É um aumento que não reflete a economia como um todo pelo fato de a estimativa de crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) este ano ser modesta. É importante que a alta na arrecadação não se transforme em mais despesas”, alerta Solimeo.

O governo do Amazonas arrecadou R$ R$ 1,9 bilhão (R$ 1.946.857.253,7) a mais em impostos, nos três primeiros meses deste ano, na comparação com o mesmo período do ano passado. Foram R$ 7,4 bilhões (R$ 7.480.294.532,25), de janeiro a março de 2022, contra R$ 5,5 bilhões (R$ 5.533.437.278,55), em 2021. Os dados são do Secretaria de Estado da Fazenda (Sefaz), no Portal da Transparência do Estado.

Veja a arrecadação dos principais tributos do governo do Amazonas este ano, até 13/03:

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