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Amazonas

Anuário 2019 mostra uma defasagem ‘significativa’ no Ensino Médio do Amazonas

De acordo com levantamento 2.372 municípios brasileiros (43% dos 5.570 existentes) e cinco Estados (Amazonas, Pará, Maranhão, Paraíba e Minas Gerais) investiram menos que o estimado pelo Movimento Todos pela Educação.

Com um Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb) de 3,5 no Ensino Médio, em 2017, o Estado do Amazonas apresenta defasagem significativa de aprendizado nesta etapa de ensino: apenas 16,6% dos estudantes apresentaram aprendizado adequado em Língua Portuguesa e somente 3% em Matemática, de acordo com os dados do Saeb. Os dados fazem parte do Anuário Brasileiro da Educação Básica 2019, estudo da Organização Não Governamental (ONG) Todos pela Educação, lançado terça-feira (25) e que o aponta os principais desafios a serem enfrentados para o país avançar na qualidade da educação.

O Anuário mostra que o Amazonas ainda investe menos que o recomendado por aluno. Um investimento público total por aluno de R$ 4.300 por ano, considerando um estudante do Ensino Fundamental da zona urbana que estuda em tempo parcial. Esse é o patamar mínimo necessário estimado pelo Movimento Todos pela Educação para que uma rede pública de ensino atinja bons resultados em aprendizagem no país, como notas satisfatórias no Ideb, por exemplo. O Ideb foi criado em 2007 e reúne, em um só indicador, os resultados de dois conceitos igualmente importantes para a qualidade da educação: o fluxo escolar e as médias de desempenho nas avaliações.

De acordo com levantamento feito pela ONG, em 2015, ano mais recente com dados completos sobre financiamento público, 2.372 municípios brasileiros (43% dos 5.570 existentes) e cinco Estados (Amazonas, Pará, Maranhão, Paraíba e Minas Gerais) investiram menos do que isso.

A média ponderada de investimento por aluno ao ano, no Amazonas, foi de R$ 3.771,8, com valor máximo de R$ R$ 4.321,4 e mínimo de R$ 3.058,8. A estimativa do Todos pela Educação considerou apenas o investimento realizado no ensino fundamental (1º ano ao 9º ano). O valor de R$ 4.300 por ano é o investimento considerado mínimo necessário pela estimativa da ONG, mas ficar abaixo disso, a rigor, não representa uma ilegalidade.

O Anuário mostra ainda, que a frequência das crianças de 0 a 3 anos as escolas caiu de 12,8% em 2016 para 11,5% em 2017; a frequências das crianças de 4 e 5 anos caiu de 83% para 81,6%.

Também mostra que a porcentagem de alunos do terceiro ano do Ensino Fundamental no nível suficiente de alfabetização em Leitura, só foi de 32,6% em 2016 e que só 30,6% dos municípios do Estado atingiram a meta do Ideb.

Porcentagem de alunos acima do nível considerado adequado pelo Todos Pela Educação, em 2017, no Ensino Médio (3ª série) foi de apenas 3% em Matemática e 16,6% em Língua Portuguesa.

Veja aqui o Anuário.

 

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