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Amazonas

Amazonas: maioria dos terceirizados da saúde fica de fora do acordo para receber salários

Manifestantes denunciam que o acordo vai atender a cerca de 500 dos 3,5 mil trabalhadores do setor que aguardam pelos pagamentos há vários meses.

Enfermeiros de empresas terceirizadas que prestam serviços na rede pública de saúde do Amazonas protestaram, na tarde desta terça-feira, e denunciaram que o acordo do governo do Amazonas para pagar salários atrasados só vai atender a cerca de 500 dos 3,5 mil trabalhadores do setor que aguardam pelos pagamentos há vários meses. Os manifestantes também protestaram contra o Sindicato dos Trabalhadores em Estabelecimento de Serviço de Saúde do Estado do Amazonas (Sindipriv), que assinou o acordo com o governo, no Ministério Público do Trtabalho (MPT).

A manifestação de protesto ocorreu em frente à sede do MPT, em Manaus. Os enfermeiros terceirizados disseram que até ontem, apenas cerca de 500 foram convocados para participar do acordo em que o governo prometeu pagar os salários atrasados diretamente aos trabalhadores, inclusive desconsiderando um acordo anterior, na Assembleia Legislativa, em que a administração estadual se comprometeu, via sua base parlamentar, a pagar o que deve às empresas.

Os manifestantes chegaram a fechar a Avenida Mário Ipiranga, em frente à sede do MPT. Indignada, a enfermeira Hellen Dinny, da Maternidade Ana Braga, relatou que além dos salários atrasados, passam fome na hora do trabalho. “Estamos sem comida e sem salário”, informou.

A enfermeira intensivista Suzi Lopes, do Hospital e Pronto Socorro 28 de Agosto, disse que não foi chamada para participar do acordo e receber seus salários atrasados e espera uma resposta do governo. “O que vai ser da gente amanhã, não sabemos qual será nosso destino”, disse.

O governador Wilson Lima (PSC) fechou acordo no último dia 16, mediado pelo MPT e o Sindpriv. Segundo a presidente do Instituto de Enfermeiros Intensivistas do Amazonas, Cibila Lilian, existem 3,5 mil servidores com salários atrasados e o acordo só atendeu, até agora, 500.

Acordo
Em 17 de novembro, o Sindpriv e o governo do Amazonas, sob a mediação do Ministério Público do Estado (MP-AM) e o Ministério Público do Trabalho (MPT), fecharam um acordo para suspender o indicativo de greve, marcado para esta segunda-feira (18), com a contrapartida dos salários de outubro e novembro serem pagos diretamente a enfermeiros e técnicos de enfermagem, sem passar pelas mãos das empresas.

O acordo foi fechado depois que o MP-AM convidou a representação dos trabalhadores terceirizados e o poder público, “considerando a delicada situação (crise) pela qual a área da saúde do Estado do Amazonas vem passando e diante da aprovação do indicativo de deflagração greve geral, para debaterem alternativas possíveis com vistas a garantir a continuidade dos serviços”, como consta na Ata da reunião, realizada no sábado (16), na sede do MP-AM.

Para definir como seria feito o repasse diretamente aos trabalhadores, uma reunião foi marcada para o dia 23 de novembro, na sede do Ministério Público do Trabalho (MPT). Tanto o Sindipriv-AM (no sábado,16), quanto o Governo do Estado (no domingo, 17), expediram notas oficiais avisando da suspensão da greve e do pagamento a ser feito para enfermeiros e técnicos de enfermagem ainda neste mês de novembro, respectivamente.

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