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Amazonas

Servidores público decidem fazer greve contra o ‘pacote de maldades’ do governo do Amazonas

A mobilização para assembleia foi feita por 24 sindicatos e associações, incluindo as entidades representantes dos trabalhadores envolvendo mais de 100 mil servidores de todo o Estado.

Milhares de servidores públicos do Amazonas decidiram fazer uma paralisação geral de advertência, na próxima quarta-feira, contra o que chamam de “pacote de maldades”do governo do Amazonas, que suspendeu os reajustes salariais em todo o Estado até 2021. A decisão foi tomada na manhã deste sábado, em assembleia unificada, convocada pelas lideranças de sindicatos e associações, em frente a Arena Amadeu Teixeira, na Zona Centro-sul de Manaus.

A mobilização para assembleia foi feita por 24 sindicatos e associações, incluindo as entidades representantes dos trabalhadores da saúde e da educação, dos médicos, enfermeiros, peritos e policiais civis e militares, envolvendo mais de 100 mil servidores de todo o Estado.

De acordo com o presidente da Associação dos Praças da Policia Militar do Estado (Apeam), Gerson Feitosa, a paralisação ja existe em todo o Estado. “Nós trabalhamos com equipamentos de segurança vencidos. Na saúde, temos milhares de servidores com salários atrasados. Na verdade, a saúde, a educação e a segurança publica já estão paradas, funcionando nas costas do servidor que não aguenta mais”, afirmou.

O presidente licenciado do Sindicato dos Médicos do Amazonas (Simeam), Mário Viana, denunciou atraso nos pagamentos das empresas médicas e anunciou que a partir do dia 30 deste mês iniciam a paralisação das atividades de forma gradual até à suspensão total dos atendimentos. “Nós não temos outra alternativa. Afinal, esse governo, desde que iniciou o seu mandato, traz mentiras, não cumpriu com nada e, de forma maldosa, vem descumprindo acordos já feitos legitimamente nas mesas de negociações do Estado” afirmou.

Governo contesta servidores

Em nota, o Governo do Amazonas contestou as lideranças sindicais, dizendo que “não há congelamento de salários” e que “ progressões de carreira e reajustes de benefícios já negociados com o funcionalismo em 2019 estão mantidos”.

O governo avalia que não há razão para paralisação de serviços públicos, “em total prejuízo à população”. E disse que a assembleia dos servidores “reuniu pouco mais de 300 pessoas”, “sem representação junto a servidores estaduais”.

Também disse que “ honrar compromissos com os servidores fez com que os gastos com pessoal ultrapassassem o limite máximo da Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF), estabelecido em 46,55% da Receita Corrente Líquida do Estado e que está em 53%.

 

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