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Amazonas: médicos pretendem denunciar os atrasos em pagamentos ao ministro da Saúde

De acordo com as empresas, “apesar dos contratempos, os médicos apostam na atitude profissional e respeitosa com que o secretário da Sefaz” os recebeu e continuam acreditando que as promessas feitas serão cumpridas.

Sete empresas de especialidades médicas profissionais do Amazonas que atendem as áreas de urgência e emergência nas principais unidades de saúde de Manaus informaram, nesta segunda-feira, que vão enviar a Brasília (DF) representantes para apresentar os problemas enfrentados pelos médicos do Estado ao ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta. As empresas são: União Vascular de Serviços Médicos Ltda. (Univasc), Instituto de Cirurgia do Estado do Amazonas (Icea), Instituto de Traumato-Ortopedia do Amazonas (Itoam), Instituto de Terapia Intensiva do Estado do Amazonas Ltda. (Coopati), Sociedade Pediatrica De Assistencia Neonatal Do Amazonas S/S Ltda. (Coopaneo), Clínica de Cardiologia Pediátrica (Cardiobaby) e Cooperativa De Clinica Medica Do Amazonas (Cooperclim).

As empresas informaram que médicos especialistas e diretores das empresas que prestam serviços na área da saúde ao governo do Amazonas estiveram reunidos sexta-feira (5/7), na sede do Icea para discutir “o caos e a falta de pagamentos, enfrentados pelos profissionais e as medidas a serem tomadas”.

As empresas informaram, também, que o encontro agendado para a última sexta-feira com os secretários de Estado, da Fazenda, Alex Del Giglio, e da Saúde, Rodrigo Tobias, foi cancelado e remarcado para 11 de julho.

De acordo com a presidente em exercício do Sindicato dos Médicos do Amazonas (Simeam), Patrícia Sicchar, cerca de 2.000 médicos estão sendo prejudicados por conta dos pagamentos atrasados pelo governo. “ São pagamentos do ano corrente sem uma data fixa para serem efetuados, pagamentos de anos passados que foram acordados no início da nova gestão, além de falta de estrutura e material necessários para o exercício da boa medicina”, relatou.

Diante das demandas apresentadas pelos profissionais, a presidente em exercício do Simeam entrou em contato com o ministro da saúde solicitando audiência para receber os médicos do Amazonas. “Sensível às nossas reivindicações, o ministro Henrique Mandetta vai receber a comitiva no dia 24 de julho, para ter conhecimento do caos que está a saúde no Estado”, informou Sicchar.

Para o presidente licenciado do Simeam Mario Vianna, “não é mais possível conviver com essa situação”. “As atitudes do governo demonstram falta de compromisso com a população e falta de respeito com os médicos e suas famílias. Como todo trabalhador, temos o direito de receber pelos serviços prestados”, afirmou.

De acordo com as empresas, “apesar dos contratempos, os médicos apostam na atitude profissional e respeitosa com que o secretário da Sefaz tratou a categoria na primeira reunião e continuam acreditando que as promessas feitas serão cumpridas”.

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