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Economia

Produção industrial cai 0,8% em setembro, com recuo de combustíveis e alimento, aponta IBGE

Com resultado abaixo do esperado por analistas, setor perde ritmo e mantém trajetória predominantemente negativa desde maio.

A indústria brasileira caiu 0,8% em setembro, puxada por um recuo na produção de combustíveis e alimentos. O número veio abaixo do esperado por analistas de mercado, que projetavam queda de 0,4%. Com o resultado, o setor chega ao quinto mês consecutivo sem apresentar crescimento. Em agosto, a queda foi de 0,7%. Os dados são da Pesquisa Industrial Mensal (PIM), divulgada nesta quinta-feira (5/11) pelo IBGE.

O setor mantém uma trajetória predominantemente negativa desde maio. O crescimento acumulado no ano perdeu força, chegando a 0,4% neste mês, com quedas na maioria das atividades pesquisadas. No acumulado em 12 meses, a indústria ficou em 0,2% e teve queda de 2,5% ante o mesmo mês do ano anterior.

As principais contribuições para o recuo de setembro vieram dos setores de coque, derivados do petróleo e biocombustíveis (-4,2%) e de produtos alimentícios (-1,7%). Neste último, a queda interrompeu dois meses consecutivos de crescimento. Segundo o gerente da pesquisa, André Macedo, a menor produção de álcool etílico, derivados do petróleo e açúcar pesou no resultado.

“Vale destacar que essas atividades foram pressionadas pela redução no processamento da cana-de-açúcar, refletindo, em grande parte, os impactos provocados pelo maior volume de chuvas”, explicou.

Na direção oposta, as indústrias extrativas cresceram 1,7%, após quatro meses consecutivos de queda, e deram a principal contribuição positiva para o resultado geral. O avanço foi impulsionado pela maior extração de petróleo, gás natural e minério de ferro. Também ajudaram a conter a queda os setores de produtos químicos (1,7%) e de produtos do fumo (20,3%).

Entre as grandes categorias econômicas, a produção de bens de capital, como máquinas e equipamentos, teve o maior recuo: 1,9%, após queda de 0,1% em agosto.

A fabricação de bens de consumo semi e não duráveis caiu 1,2%, enquanto a de bens intermediários, usados na produção de outros itens, recuou 0,7%.

Os bens de consumo duráveis foram a única categoria a crescer em setembro, com alta de 0,7%. O avanço recuperou parte da perda de 1,3% registrada no mês anterior.


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