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Brasil

Flávio Bolsonaro nega que pretenda tirar Nossa Senhora Aparecida como Padroeira

Candidato diz que respeito todas as religiões e também quem não tem religião.

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Foto: Tânia Rêgo/Agência Brasil

Diante de comentários nas redes sociais de que teria uma suposta pretenção de acabar com a condição de Nossa Senhora Aparecida como Padroeira do Brasil, o candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL) publicou na noite desta quinta-feira (24/09) um vídeo em que nega qualquer possibilidade nesse sentido.

Postagens utilizam um trecho de um jornal televisivo para afirmar que Flávio estaria com planos de tirar ou apoiar a retirada da condição de Nossa Senhora Aparecida como padroeira do Brasil. Há postagens que falam ser um “ataque” aos católicos. No entanto, não houve comentário do candidato neste sentido.

Inclusive, diante da situação, a legenda do vídeo postado por Flávio nesta quinta também diz: “Respeito todas as religiões e também quem não tem religião!

A CNN informou que a campanha de Flávio recebeu a notícia dos boatos com “incredulidade”. Integrantes da equipe criticaram duramente o que consideram uma tentativa de se criar “uma guerra religiosa” entre católicos e evangélicos.

A equipe jurídica da campanha de Flávio avalia acionar o TSE (Tribunal Superior Eleitoral) sobre o caso e já busca identificar perfis responsáveis pela origem da fake news.

Em café com jornalistas na Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) nesta quarta (23), o presidente da entidade, Dom Jaime Spengler, disse que a Igreja Católica não se manifesta sobre questões político-partidárias nem declara preferência por qualquer candidato.

No café, sem citar nomes, ele criticou a mistura de religião e política ao ser questionado pela reportagem sobre a intersecção de ambas. Dom Jaime Spengler ressaltou que, quando isso aconteceu na história, “o resultado não foi positivo”.

Arquivado

O Projeto de Lei 2623, de 2007, que retira de Nossa Senhora Aparecida o título de padroeira do Brasil, foi arquivado no dia 22 de agosto de 2008. O texto foi apresentao pelo deputado Professor Victorio Galli (MT), quando ele era do PMDB. não foi reeleito nas últimas eleições e tenta voltar na eleição deste ano. A proposta substituía a expressão “padroeira do Brasil” por “padroeira dos brasileiros católicos apostólicos romanos”.

O projeto foi arquivado por ter sido rejeitado na única comissão que analisou seu mérito (art. 133 do Regimento Interno da Câmara dos Deputados).

Pastor evangélico e integrante da bancada evangélica durante sua passagem pelo Congresso, Victório Galli construiu sua trajetória política associada a pautas conservadoras ligadas à religião. A aproximação com Jair Bolsonaro se consolidou ao longo dos anos. Em 2018, Galli disputou a reeleição para deputado federal pelo PSL, partido pelo qual Bolsonaro concorreu à presidência naquele ano.

Após a vitória de Bolsonaro, Galli foi nomeado, em fevereiro de 2019, assessor especial da Presidência da República, passando a integrar a estrutura do governo federal.


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