Brasil
Vídeo é antigo e não mostra homens armados na Amazônia brasileira
A presença de estrangeiros armados na região de fato foi registrada pelo Ministério Público Federal (MPF) em agosto deste ano, mas a gravação não corresponde ao caso.
Reprodução
Publicações nas redes sociais enganam ao afirmar que um vídeo mostra a presença de grupos armados colombianos na Amazônia brasileira.
A presença de estrangeiros armados na região de fato foi registrada pelo Ministério Público Federal (MPF) em agosto deste ano, mas a gravação não corresponde ao caso. O UOL Confere não conseguiu identificar o local exato onde o vídeo original foi feito, mas apurou que o registro já circulava nas redes desde janeiro de 2026 e apresenta indícios de que foi gravado na Ásia.
Vídeo de um grupo de homens uniformizados correndo enfileirados em meio à vegetação. “O Brasil está sendo invadido. Indígenas denunciam a presença de 2 mil homens armados na Amazônia”, diz o texto sobre as imagens. Outras publicações semelhantes ainda afirmam que o grupo seria da Colômbia.
Gravação foi alvo de desinformação anteriormente. A apuração identificou outros casos internacionais em que o material foi descontextualizado. Em abril deste ano, a CNN Arabic e a FactNameh, integrante da rede internacional de checagem de fatos IFCN, da qual o UOL Confere também participa, mostraram que o vídeo foi falsamente atribuído a uma suposta invasão americana no Irã (aqui, em árabe, e aqui, em persa).
MPF abriu inquérito para investigar a presença do grupo. De acordo com as informações publicadas no Diário Oficial do órgão, em 17 de agosto, a Procuradoria da República no Amazonas abriu um inquérito para investigar “a incursão e a permanência de grupos armados estrangeiros na região do Alto Tiquié e Baixo Uaupés” (aqui, na página 7). Ao UOL Confere, o órgão relatou que solicitou à Polícia Federal a instauração de inquérito policial para apuração criminal. Segundo a denúncia acolhida, o grupo armado seria da Colômbia e teria violado uma série de direitos humanos e territoriais.
As informações são do UOL.
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