Brasil
Acusado de matar adolescente em danceteria, no interior do Amazonas, é condenado a mais de 16 anos de prisão
A sessão de julgamento, presidida pelo novo juiz titular da comarca, José Augusto Rosa da Silva Júnior, aconteceu na segunda-feira
Fotos: Acervo da comarca
Em sessão do Tribunal do Júri realizada pela Vara Única da Comarca de Maraã (município distante 681 quilômetros de Manaus) na segunda-feira (14/9), o réu Evandro Catulino de Andrade foi condenado a 16 anos, sete meses e 15 dias de prisão pela morte do adolescente Arleanderson Silva dos Santos.
Segundo os autos, o crime ocorreu no interior de uma danceteria, onde o réu se encontrava em companhia de vários amigos, um dos quais tinha uma rixa com Arleanderson. Ainda conforme a denúncia, houve uma briga no interior do estabelecimento, ocasião em que Evandro atacou a vítima com golpe de faca.
Durante o julgamento, presidido pelo novo juiz José Augusto Rosa da Silva Júnior, os jurados rejeitaram a tese de negativa de autoria apresentada pela defesa do réu, acatando integralmente os termos da acusação formulada pelo Ministério Público do Estado do Amazonas (MP/AM). Assim, o réu foi considerado culpado pelo crime de homicídio qualificado (praticado por motivo torpe e mediante recurso que impossibilitou ou dificultou a defesa da vítima).
O juiz determinou o imediato cumprimento da pena e negou ao réu o direito de recorrer da sentença em liberdade.
Homicídio tentado
Em outra sessão de júri popular realizada na Comarca de Maraã, na sexta-feira (11), o réu Edward Baltazar Pinho foi condenado a 6 anos de prisão, em regime semiaberto, pelo crime de tentativa de homicídio qualificado contra Izaias Pereira Magalhães, que foi atacado pelo acusado com um terçado, segundo consta da denúncia.
Pauta
O juiz José Augusto Rosa da Silva Júnior destacou que a realização das duas sessões de júri popular integraram uma programação de 14 julgamentos de processos que tratam de crimes dolosos contra a vida (homicídios tentados ou consumados), organizada pela Comarca para este restante do semestre.
“Organizamos a pauta de julgamentos de modo a promover nove sessões de júri neste mês de setembro, mais duas em outubro e finalizaremos com outras três, em novembro. O nosso objetivo é somar esforços com os demais órgãos do Sistema de Justiça para assegurar a celeridade no andamento dos processos”, afirmou o magistrado que integra o grupo de juízes recém-empossados pelo TJAM, após aprovação no último concurso, e que estão reforçando a atuação do Judiciário no interior do Amazonas.
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