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Economia

Manaus registrou a segunda maior queda no preço da cesta básica, em agosto, aponta pesquisa do Dieese e da Conab divulgada nesta quinta-feira (10/09)

Na capital do Amazonas, entre agosto de 2025 e agosto de 2026, o valor acumulou elevação de 1,34%. Na variação acumulada em 2026, houve alta de 7,35%.

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Manaus registrou em agosto de 2026 a segunda maior queda no valor da cesta básica, que diminuiu em 25 das 27 capitais, segundo a Pesquisa Nacional da Cesta Básica de Alimentos, realizada mensalmente pelo Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese) e pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab).


Entre julho e agosto de 2026, as quedas mais importantes ocorreram em Rio Branco (-4,68%), Manaus (-4,55%), Boa Vista (-4,47%), Aracaju (-3,89%), Cuiabá (-3,37%), Salvador (-3,30%), Porto Velho (-2,93%), Recife (-2,62%), Goiânia (-2,51%) e Belém (-2,07%). Já as elevações foram registradas em Maceió (1,43%) e São Luís (0,78%).

São Paulo foi a capital onde o conjunto dos alimentos básicos apresentou o maior custo (R$ 900,59), seguida por Cuiabá (R$ 851,57), Rio de Janeiro (R$ 851,19) e Florianópolis (R$ 850,90). Nas cidades do Norte e do Nordeste1, onde a composição da cesta é diferente, os menores valores médios foram registrados em Aracaju (R$ 570,98), Natal (R$ 627,42), Maceió (R$ 627,45) e Salvador (R$ 628,89).

A comparação dos valores da cesta, entre agosto de 2025 e agosto de 2026, mostrou que o custo aumentou em 25 capitais e diminuiu em duas. As altas mais expressivas foram registradas em Goiânia (7,51%), Cuiabá (6,42%) e Vitória (6,26%). As quedas variaram entre -0,64%, em Brasília, e -0,27%, em Palmas.

No acumulado do ano, ou seja, entre dezembro de 2025 e agosto de 2026, todas as capitais registraram alta nos preços da cesta básica, com taxas que oscilaram entre 2,82%, em Brasília, e 12,29%, em Porto Velho.

Com base na cesta mais cara, que, em agosto, foi a de São Paulo, e levando em consideração a determinação constitucional que estabelece que o salário mínimo deve ser suficiente para suprir as despesas de um trabalhador e da família dele com alimentação, moradia, saúde, educação, vestuário, higiene, transporte, lazer e previdência, o Dieese estima mensalmente o valor do salário mínimo.

Em agosto de 2026, o salário mínimo necessário para a manutenção de uma família de quatro pessoas deveria ter sido de R$ 7.565,86 ou 4,67 vezes o mínimo de R$ 1.621,00. Em julho, o valor necessário era de R$ 7.687,01 e correspondeu a 4,74 vezes o piso mínimo. Em agosto de 2025, o mínimo necessário deveria ter ficado em R$ 7.147,91 ou 4,71 vezes o valor do mínimo vigente na época, que era de R$ 1.518,00.

Manaus

Em agosto de 2026, o preço da cesta básica de Manaus apresentou queda de -4,55% em relação a julho. O custo foi de R$ 666,02. Entre agosto de 2025 e agosto de 2026, o valor acumulou elevação de 1,34%. Na variação acumulada em 2026, houve alta de 7,35%. Entre julho e agosto de 2026, cinco dos 12 produtos que compõem a cesta básica tiveram diminuição nos preços médios: tomate (-26,99%), feijão carioca (-7,27%), açúcar cristal (-5,64%), farinha de mandioca (-2,44%) e banana (-1,93%).

Os outros sete itens apresentaram elevação de preço: óleo de soja (2,33%), carne bovina de primeira (2,22%), pão francês (1,39%), café em pó (1,24%), leite integral (1,20%), manteiga (0,68%) e arroz agulhinha (0,64%). No acumulado dos últimos 12 meses, foram registradas elevações em cinco dos 12 produtos: feijão carioca (46,15%), carne bovina de primeira (16,13%), leite integral (9,35%), pão francês (5,33%) e farinha de mandioca (4,68%).

Apresentaram diminuição de preços: tomate (-22,31%), açúcar cristal (-18,87%), arroz agulhinha (-12,20%), banana (-9,51%), café em pó (-8,43%), óleo de soja (-7,50%) e manteiga (-4,22%). No acumulado do ano, ou seja, entre dezembro de 2025 e agosto de 2026, sete produtos registraram alta: feijão carioca (30,94%), farinha de mandioca (16,70%), carne bovina de primeira (13,71%), leite integral (13,60%), pão francês (9,02%), manteiga (5,96%) e tomate (4,16%).

Os seguintes alimentos apresentaram queda de preço: açúcar cristal (-18,43%), óleo de soja (-14,89%), café em pó (-10,33%), banana (-5,91%) e arroz agulhinha (-2,26%). Em agosto de 2026, o trabalhador de Manaus remunerado pelo salário mínimo de R$ 1.621,00 precisou trabalhar 90 horas e 23 minutos para adquirir a cesta básica.

Em julho de 2026, o tempo de trabalho necessário havia sido de 94 horas e 42 minutos. Em agosto de 2025, quando o salário mínimo era de R$ 1.518,00, o tempo de trabalho necessário era de 95 horas e 15 minutos. Considerando o salário mínimo líquido, após o desconto de 7,5% da Previdência Social, o mesmo trabalhador precisou comprometer, em agosto de 2026, 44,42% da renda para adquirir a cesta.

Em julho de 2026, esse percentual correspondeu a 46,54% da renda líquida e, em agosto de 2025, a 46,81%.


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