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Amazonas

Cesta básica tem redução de 4,79% em Manaus entre junho e julho de 2026, aponta pesquisa do Dieese e da Conab

Em julho de 2026, o trabalhador de Manaus remunerado pelo salário mínimo de R$ 1.621,00 precisou trabalhar 94 horas e 42 minutos para adquirir a cesta básica.

Nos supermercados, os aumentos são frequentes, diz pesquisa – Foto: Reprodução

Entre junho e julho de 2026, o preço da cesta básica de Manaus apresentou queda de 4,79%. O custo foi de R$ 697,80. Entre julho de 2025 e julho de 2026, o valor acumulou elevação de 3,41%, segundo dados do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese) e pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab).

cesta-basica-tem-reducao-de-47Na variação acumulada ao longo de 2026, em Manaus, houve alta de 12,47%. Entre junho e julho de 2026, sete dos 12 produtos que compõem a cesta básica tiveram diminuição nos preços médios: tomate (-23,76%), café em pó (-2,14%), manteiga (-1,35%), leite integral (-0,92%), carne bovina de primeira (-0,43%), arroz agulhinha (-0,42%) e pão francês (-0,35%).

Os outros cinco itens apresentaram elevação de preço: banana (5,38%), feijão carioca (4,22%), farinha de mandioca (1,96%), açúcar cristal (0,31%) e óleo de soja (0,13%). No acumulado dos últimos 12 meses, foram registradas elevações em cinco dos 12 produtos: feijão carioca (55,32%), carne bovina de primeira (14,40%), farinha de mandioca (7,30%), leite integral (5,77%) e pão francês (3,74%).

Apresentaram diminuição de preços na capital do Amazonas: açúcar cristal (-19,04%), arroz agulhinha (-16,90%), banana (-12,18%), café em pó (-11,86%), óleo de soja (-8,87%), manteiga (-5,02%) e tomate (-2,74%). No acumulado do ano, ou seja, entre dezembro de 2025 e julho de 2026, sete alimentos registraram alta: tomate (42,66%), feijão carioca (41,20%), farinha de mandioca (19,62%), leite integral (12,26%), carne bovina de primeira (11,25%), pão francês (7,53%) e manteiga (5,25%).

Apresentaram queda de preço: óleo de soja (-16,83%), açúcar cristal (-13,55%), café em pó (-11,43%), banana (-4,07%) e arroz agulhinha (-2,88%).

Em julho de 2026, o trabalhador de Manaus remunerado pelo salário mínimo de R$ 1.621,00 precisou trabalhar 94 horas e 42 minutos para adquirir a cesta básica. Em junho de 2026, o tempo de trabalho necessário havia sido de 99 horas e 28 minutos.

Em julho de 2025, quando o salário mínimo era de R$ 1.518,00, o tempo de trabalho necessário era de 97 horas e 47 minutos. Considerando o salário mínimo líquido, após o desconto de 7,5% da Previdência Social, o mesmo trabalhador precisou comprometer, em julho de 2026, 46,54% da renda para adquirir a cesta. Em junho de 2026, esse percentual correspondeu a 48,88% da renda líquida e, em julho de 2025, a 48,06%.

Brasil

O custo da cesta básica diminuiu em julho em 26 das 27 capitais do País, amparado pelo alívio em itens como batata, tomate e café e em pó, segundo dados do Dieese e da Conab.

Entre junho e julho, as quedas mais importantes ocorreram em Natal (-7,95%), Maceió (-7,87%), Belo Horizonte (-7,44%) e Palmas (-7,38%), Rio de Janeiro (-7,12%) e Brasília (-6,71%). A única alta no período foi registrada em São Luís (0,30%).

São Paulo seguiu como a cesta mais cara do País: R$ 915,01, após recuo mensal de 5,23%. Na sequência aparecem Cuiabá (R$ 881,27), Florianópolis (R$ 860,73) e Rio de Janeiro (R$ 855,37).
No Norte e Nordeste, onde a composição da cesta é diferente, os menores valores médios foram registrados em Aracaju (R$ 594,07), Maceió (R$ 618,60), Natal (R$ 631,51) e João Pessoa (R$ 644,04).

Na comparação anual, o custo da cesta aumentou em 22 capitais e caiu em outras cinco em julho. As altas variaram de 0,74% (Recife) a 8,33% (Cuiabá). As quedas mais expressivas ocorreram em Natal (-2,26%), Brasília (-1,46%) e São Luís (-1,18%). No acumulado de janeiro a julho de 2026, as 27 capitais registraram alta nos preços, com variações entre 4,28% (Campo Grande) e 15,68% (Porto Velho).

A redução em julho diminuiu o esforço médio do trabalhador para adquirir a cesta. No mês, o tempo médio necessário para comprar os itens foi de 100 horas e 24 minutos, abaixo do registrado em junho (105 horas e 51 minutos). Em média, o gasto comprometeu 49,34% do salário mínimo líquido. Com base na cesta mais cara, o Dieese estimou que o “salário mínimo necessário” deveria ter sido de R$ 7.687,01, ou 4,74 vezes o salário mínimo de R$ 1.621,00.


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