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Amazonas

Rio Negro entra definitivamente no processo de vazante: nível já desceu 7 centímetros

De acordo com o Serviço Geológico do Brasil (SGB), o rio deve registrar, neste ano, uma de suas maiores vazantes.

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O rio Negro, em Manaus, entrou definitivamente no processo de vazante deste ano. Chegou à cota máxima de 28,50 metros (m) até o dia 3 de julho e já desceu 7 centímetros (cm) até esta segunda-feira (06/07), de acordo com a medição do Porto de Manaus. De acordo com o Serviço Geológico do Brasil (SGB), o rio deve registrar, neste ano, uma de suas maiores vazantes.

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O Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) traçou a previsão climática para o trimestre de julho a setembro no Brasil. A expectativa é de chuvas acima da média em áreas da Região Sul e abaixo da média no centro-norte, além de alta probabilidade de temperaturas acima da média na maior parte do Brasil no segundo semestre, que podem aumentar a ocorrência de ondas de calor e incêndios florestais.

Como confirmado no início de junho pela agência norte-americana NOAA, o El Niño já está estabelecido pela temperatura mais quente da superfície do Oceano Pacífico Equatorial.

Os modelos indicam probabilidade acima de 90% de que ele permaneça pelo menos até o início de 2027, e alta probabilidade de que seja muito forte. Isso ocorre quando as anomalias de temperatura da superfície do mar ficam acima de 2°C.

O documento divulgado foi elaborado em parceria com o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), a Agência Nacional de Águas e Saneamento Básico (ANA), o Centro Nacional de Monitoramento e Alerta de Desastres Naturais (Cemaden), o Serviço Geológico do Brasil (SGB) e a Secretaria Nacional de Proteção e Defesa Civil (Sedec). Segundo o Inmet, o boletim será atualizado mensalmente para disponibilizar informações sobre o fenômeno.

O boletim detalha os possíveis impactos do El Niño para a hidrologia, agricultura e risco de desastres, com foco nas áreas mais suscetíveis.

Rios

Sobre o nível dos rios, a Agência Nacional de Águas (ANA) coloca entre as principais preocupações os impactos do possível fortalecimento do El Niño sobre a estiagem amazônica no segundo semestre. Em 2024, o fenômeno provocou uma seca histórica em alguns dos principais rios da região, que ficaram parecendo desertos.

A ANA aborda ainda a situação dos sistemais hídricos e reservatórios das regiões Sul, Norte e Nordeste (principalmente dos rios Madeira, Tocantins, Xingu e São Francisco, mais sensíveis às anomalias climáticas do El Niño). No fim de junho, o volume nos reservatórios do Sistema Interligado Nacional atingiu 77,5% do volume útil, situação considerada confortável.

A análise do Cemaden sobre os riscos de desastres chama atenção para as condições de seca moderada e severa principalmente no Norte e Centro-Oeste do País. Entre abril e maio deste ano, 66 municípios passaram para a condição de seca severa, mais da metade nos estados de Minas Gerais e Goiás.

Aponta ainda o período de julho a setembro como o de maior pressão sobre o Centro-Oeste e o arco sul da Amazônia em relação às queimadas. O maior potencial de propagação de incêndios e persistência dos focos de calor se concentra em áreas em Mato Grosso, Rondônia, Acre, sul do Amazonas, sul do Pará e regiões do Matopiba (que abrange áreas do Maranhão, Tocantins, Piauí e Bahia), em que a combinação de estiagem prolongada, altas temperaturas e uso antrópico do fogo favorece a ocorrência de eventos mais severos.


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