Amazonas
No Amazonas, juiza condena a mais de 178 anos de prisão ex-professor de jiu-jitsu acusado de estupro de vulnerável contra alunos
As investigações começaram após uma das vítimas romper o silêncio, o que desencadeou uma denúncia coletiva e resultou na prisão do réu durante a chamada “Operação Armlock”.
O Tribunal de Justiça do Amazonas (TJAM) informou que a 1ª Vara Especializada em Crimes contra a Dignidade Sexual e Violência Doméstica a Crianças e Adolescentes da Comarca de Manaus condenou o ex-professor de jiu-jitsu professor de jiu-jitsu Alcenor Alves Soeiro a 178 anos, 5 meses de reclusão, 3 anos de detenção e 15 dias-multa, em regime inicial fechado, pelo crime de estupro de vulnerável contra múltiplos ex-alunos.
As investigações começaram após uma das vítimas romper o silêncio, o que desencadeou uma denúncia coletiva e resultou na prisão do réu durante a chamada “Operação Armlock”.
Conforme verificado na instrução processual, o réu se aproveitava da posição de treinador para atrair jovens em situação de vulnerabilidade. Ele oferecia presentes, organizava viagens ou pernoites na academia e dopava as vítimas com melatonina ou bebidas alcoólicas para cometer os abusos.
Na setença, a juíza Dinah Câmara Fernandes Abrahão, considerando que “a dignidade sexual, intimidade e integridade corporal são direitos de personalidade protegidos e, no caso em julgamento, ocorreu insofismável violação a todos eles”, determinou também o pagamento de indenizações por danos morais no valor de R$ 50 mil para a quase totalidade dos ofendidos e de R$ 5 mil para um deles.
O réu teve o direito de recorrer da sentença em liberdade negado, e o caso continua a tramitar sob segredo de justiça.
No final de 2024, o professor de jiu-jitsu Alcenor Alves Soeiro, 57 anos, foi preso em Santa Catarina, suspeito de estupro de vulnerável e exploração sexual de 12 atletas menores de idade ao longo de 15 anos.
O treinador foi detido em Balneário Camboriú, Santa Catarina, durante a “Operação Armlock”, deflagrada pela Polícia Civil.
Segundo a Polícia Civil do Amazonas, os abusos eram praticados durante as viagens para disputa de campeonatos e na casa do investigado, onde o autor dopava as vítimas para consumar os delitos. Além disso, Soeiro também costumava presentear os atletas com roupas e equipamentos de jiu-jítsu, passagens aéreas, inscrições em campeonato e videogames.
Uma das vítimas que decidiu denunciar os abusos contou em entrevista à Rede Amazônica que não sabia como reagir aos abusos.
Conforme informações que basearam o pedido de prisão, o homem teria se favorecido do fato de atuar como professor de jiu-jitsu para abusar de crianças e adolescentes desde 2014, “havendo possibilidade de tais crimes estarem sendo perpetrados ainda atualmente”.
Conforme o delegado-geral de Santa Catarina, Ulisses Gabriel, o preso planejava fugir para Dubai.
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