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Mortes de palestinos em Gaza ultrapassam 73 mil após novos ataques de Israel

Autoridades do enclave afirmam que sete pessoas morreram nas últimas 24 horas; Netanyahu diz que tropas permanecerão em áreas consideradas estratégicas.

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O número de mortos na Faixa de Gaza desde o início da guerra entre Israel e o Hamas, em 7 de outubro de 2023, chegou a 73 mil, segundo informou o Ministério da Saúde de Gaza nesta terça-feira,16/6. De acordo com o órgão, sete pessoas morreram e outras oito ficaram feridas em decorrência de ações militares israelenses nas últimas 24 horas. Desde o início do cessar-fogo no enclave, em outubro passado, 997 pessoas foram mortas e 3,1 mil ficaram feridas. Pelo menos 784 corpos foram recuperados no período de trégua.

Na Cidade de Gaza, o Hospital al-Ma’amadani informou ter recebido uma menina de 4 anos com um ferimento na cabeça causado por disparos israelenses no bairro de al-Tuffah, a leste da cidade. Em outro incidente, uma mulher morreu e duas pessoas ficaram feridas em um ataque de drone na área de al-Zawaida, no centro da Faixa de Gaza.

Também nesta terça-feira, um palestino morreu em um ataque de drone contra uma alfaiataria próxima a uma escola no campo de Nuseirat, segundo o Hospital al-Awda. Relatos palestinos apontaram ainda a morte de outras duas pessoas em um ataque de drone no campo de refugiados de Nuseirat. Na segunda, o principal gerador do Hospital Nasser apresentou uma falha, deixando quase um terço dos departamentos da unidade sem energia elétrica.

Moradores da Faixa de Gaza relataram ainda que o Exército israelense instalou novos blocos amarelos na estrada Salah al-Din, na Cidade de Gaza. Os marcadores delimitam a chamada Linha Amarela, que separa áreas controladas por Israel de regiões sob controle do Hamas.

Versões divergentes

A imprensa palestina informou também, na segunda-feira, a morte de Rayan Bahaa Abu al-Ajeen, uma criança palestina que havia sido detida junto com o pai, Bahaa Abu al-Ajeen, na região de Deir al-Balah, no centro do enclave, no domingo. Um familiar da criança contestou a versão apresentada por Israel sobre o episódio e, ao Haaretz, afirmou que o caso envolveu uma criança de 3 anos, e não militantes armados.

Segundo o familiar, Rayan, seu pai e um homem idoso caminhavam pela área de Abu al-Ajeen por volta das 19h de domingo, cerca de 100 a 150 metros a oeste da Linha Amarela. O familiar afirmou que os três foram surpreendidos por forças israelenses que operavam em uma residência anteriormente evacuada.

De acordo com o relato, os militares detiveram o grupo e abriram fogo, matando a criança enquanto ela estava nos braços do pai e ferindo o homem na perna. O familiar afirmou ainda que o pai foi amarrado, levado para outro local e mantido sob custódia por várias horas antes de ser libertado durante a madrugada nas proximidades de uma barreira de concreto em Kissufim, ainda algemado e sangrando.

O terceiro homem continua detido. A família não recebeu assistência da Cruz Vermelha nem de qualquer organização internacional para retirar o ferido, disse a fonte ao jornal israelense.

‘Zonas de segurança’

No domingo, um ataque israelense no campo de refugiados de Jabaliya, no norte de Gaza, matou ao menos quatro pessoas e deixou outras feridas, segundo autoridades de saúde do Hospital Shifa, para onde elas foram levadas. Um militar israelense, que falou sob anonimato, afirmou que os militares atingiram “terroristas” na região, sem fornecer detalhes.

Autoridades de saúde palestinas informaram ainda que cinco palestinos morreram entre a noite de sábado e a madrugada de domingo, entre eles um menino de 13 anos. Em resposta a um dos ataques realizados na noite de sábado, que matou duas dessas cinco pessoas, os militares israelenses afirmaram que o alvo da operação eram integrantes do Hamas.

Em entrevista coletiva realizada na segunda-feira, o primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, afirmou que Israel não retirará suas forças das chamadas “zonas de segurança” no sul do Líbano, em partes da Síria e na Faixa de Gaza. Segundo ele, os militares permanecerão mobilizados “pelo tempo que for necessário” para defender Israel.

O premier também afirmou que a presença das tropas faz parte da doutrina de segurança do país e que o Exército continuará ocupando posições consideradas essenciais para impedir o surgimento de novas ameaças. Netanyahu destacou que a “luta não terminou” e afirmou que Israel continuará vigilante contra o Irã e seus aliados na região.


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