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Brasil

Pesquisa Quaest aponta que 48% desaprovam e 47% aprovam governo Lula

Pesquisa mostra empate técnico e melhora nos números sobre o desempenho de Lula nos últimos meses. Diferença entre desaprovação e aprovação era de nove pontos em abril e agora é de apenas um.

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Pesquisa Quaest divulgada nesta quarta-feira (10) mostra que 48% dos entrevistados desaprovam o governo Lula (PT), enquanto 47% aprovam.

Os números mostram uma situação de empate técnico e uma melhora da imagem do governo nos últimos meses. Em abril, a diferença entre os índices de desaprovação e aprovação era de nove pontos. Em maio, caiu para três e, agora, é de apenas um ponto. Na pesquisa anterior, 49% desaprovavam o governo e 46% aprovavam a gestão do presidente.

“Essa melhora no cenário para o presidente Lula tem três explicações complementares”, afirma Felipe Nunes, diretor da Quaest.

“Primeiro, os efeitos da isenção do Imposto de Renda continuam a aumentar mesmo que marginalmente. Segundo, o novo Desenrola já fez cair o percentual de brasileiros que se diziam com muitas dívidas (de 28% para 23%), enquanto foi para 30% o percentual de quem diz que não tem mais dívidas”, explica Nunes. “Terceiro, a circulação de notícias positivas sobre o governo Lula continua aumentando.”

Segundo a Quaest, 40% dos eleitores dizem ter ouvido mais notícias negativas do que positivas sobre o governo (eram 48% em abril e 43% em maio), enquanto 34% citaram mais notícias positivas (eram 23% em abril e 32% em maio).

Veja os números da pesquisa de junho:

Desaprova o governo: 48% (eram 49% em maio, 52% em abril e 51% em março);
Aprova: 47% (eram 46% em maio, 43% em abril e 44% em março);
Não sabe/não respondeu: 5% (eram 5% em maio, 5% em abril e 5% em março).

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Entre os eleitores que se declaram independentes e podem decidir a eleição deste ano, a parcela dos que desaprovavam o governo era de 58% em abril, passou para 52% em maio e agora corresponde a 47% dos entrevistados. O índice de aprovação nesse segmento era de 32% em abril e de 37% em maio. Agora, chegou a 41%.

Independentes são os eleitores que não se consideram nem de esquerda, nem de direita, nem lulistas, nem bolsonaristas. O grupo corresponde a um terço do eleitorado, segundo a pesquisa.

O levantamento foi encomendado pela Genial Investimentos e ouviu 2.004 pessoas com 16 anos ou mais entre os dias 5 e 8 de junho. A margem de erro é de dois pontos percentuais para mais ou para menos, e o nível de confiança é de 95%. O registro no TSE é BR-07661/2026.

A Quaest apresentou os dados de desaprovação e aprovação do governo Lula por diferentes recortes.

Entre as mulheres, 49% aprovam e 44% desaprovam. O eleitorado feminino também é considerado fundamental para a disputa presidencial. Quanto aos homens, 53% desaprovam e 44% aprovam.

Houve um movimento também no eleitorado mais jovem, de 16 a 34 anos. A desaprovação passou de 55% para 50% em um mês, enquanto a aprovação foi de 41% para 43%.

No eleitorado evangélico, a pesquisa mostra que Lula tem 60% de desaprovação e 35% de aprovação. A diferença é de 25 pontos e foi reduzida desde abril, quando era de 40 pontos.

O Nordeste segue como a região em que o presidente tem a maior aprovação, de 61% (eram 63% em maio). A aprovação é de 34% (eram 33% em maio).

No Sudeste, a desaprovação passou de 54% para 51%, enquanto a aprovação foi de 40% para 43%. Eram 14 pontos de diferença e agora são oito.

No Centro-Oeste, 50% aprovam e 44% aprovam (eram 52% em maio). No Sul, 63% desaprovam Lula (eram 61%) e 33% aprovam (35% na pesquisa anterior).

Medidas anunciadas pelo governo

A Quaest também perguntou se os entrevistados estavam sabendo e como avaliavam algumas medidas anunciadas pelo governo nas últimas semanas.

53% conhecem a aprovam medidas para reduzir o preço dos combustíveis. É a ação mais bem avaliada.
45% aprovam o fim da “taxa das blusinhas”.
Por outro lado, 50% afirmaram que não estão sabendo do programa Brasil contra o Crime Organizado.

Veja os dados por segmentos do eleitorado

Gênero

Mulheres:

49% aprovam (eram 48% em maio, 45% em abril e 46% em março);
44% desaprovam (eram 44% em maio, 49% em abril e 48% em março);
7% não sabem ou não responderam (eram 8% em maio, 6% em abril e em março).

Homens:

53% desaprovam (eram 55% em maio, 55% em abril e em março);
44% aprovam (eram 43% em maio, 42% em abril e 41% em março);
3% não sabem ou não responderam (eram 2% em maio, 3% em abril e 4% em março).

Idade

16 a 34 anos

50% desaprovam (eram 55% em maio, 56% em abril e em março);
43% aprovam (eram 41% em maio, 40% em abril e em março);
7% não sabem ou não responderam (eram 4% em maio, 4% em abril e em março).

35 a 59 anos

48% aprovam (eram 47% em maio, 41% em abril e 42% em março);
48% desaprovam (eram 48% em maio, 54% em abril e 53% em março);
4% não sabem ou não responderam (eram 5% em maio, 5% em abril e em março).

60 anos ou mais

51% aprovam (eram 51% em maio, 51% em abril e 53% em março);
44% desaprovam (eram 43% em maio, 44% em abril e 42% em março);
5% não sabem ou não responderam (eram 6% em maio, 5% em abril e em março).

Posicionamento político

Lulista

96% aprovam (eram 96% em maio, 95% em abril e em março);
3% desaprovam (eram 3% em maio, 4% em abril e em março);
1% não sabem ou não responderam (era 1% em maio, 1% em abril e em março).

Esquerda não lulista

85% aprovam (eram 85% em maio, 86% em abril e 84% em março);
13% desaprovam (eram 11% em maio, 9% em abril e 12% em março);
2% não sabem ou não responderam (eram 4% em maio, 5% em abril e 4% em março).

Independente

47% desaprovam (eram 52% em maio, 58% em abril e 57% em março);
41% aprovam (eram 37% em maio, 32% em abril e 33% em março);
12% não sabem ou não responderam (eram 11% em maio, 10% em abril e em março).

Direita não bolsonarista

87% desaprovam (eram 90% em maio, 90% em abril e 89% em março);
10% aprovam (eram 9% em maio, 8% em abril e 9% em março);
3% não sabem ou não responderam (era 1% em maio, 2% em abril e em março).

Bolsonarista

92% desaprovam (eram 92% em maio, 95% em abril e 93% em março);
6% aprovam (eram 5% em maio, 4% em abril e 6% em março);
2% não sabem ou não responderam (eram 3% em maio, 1% em abril e em março).

Região

Nordeste

61% aprovam (eram 63% em maio, 63% em abril e em março e 61% em fevereiro);
34% desaprovam (eram 33% em maio, 32% em abril e 31% em março);
5% não sabem ou não responderam (eram 4% em maio, 5% em abril e 4% em março).

Sudeste

51% desaprovam (eram 54% em maio, 58% em abril e em março);
43% aprovam (eram 40% em maio, 38% em abril e 37% em março);
6% não sabem ou não responderam (eram 6% em maio, 4% em abril e 5% em março).

Sul

63% desaprovam (eram 61% em maio, 62% em abril e 60% em março);
33% aprovam (eram 35% em maio, 32% em abril e 35% em março);
4% não sabem ou não responderam (eram 4% em maio, 6% em abril e 5% em março).

Centro-oeste/Norte

50% desaprovam (eram 52% em maio, 58% em abril e 59% em março);
44% aprovam (eram 42% em maio, 36% em abril e em março);
6% não sabem ou não responderam (eram 6% em maio, 6% em abril e 5% em março).

Escolaridade

Ensino Fundamental

58% aprovam (eram 53% em maio, 54% em abril e 53% em março);
38% desaprovam (eram 41% em maio, 42% em abril e 41% em março);
4% não sabem ou não responderam (eram 6% em maio, 4% em abril e 6% em março).

Ensino Médio

53% desaprovam (eram 53% em maio, 57% em abril e 58% em março);
41% aprovam (eram 42% em maio, 37% em abril e 38% em março);
6% não sabem ou não responderam (eram 5% em maio, 6% em abril e 4% em março).

Ensino Superior

57% desaprovam (eram 59% em maio, 62% em abril e em março);
37% aprovam (eram 36% em maio, 34% em abril e em março);
6% não sabem ou não responderam (eram 5% em maio, 4% em abril e em março);

Religião

Católica

51% aprovam (eram 55% em maio, 49% em abril e em março);
44% desaprovam (eram 42% em maio, 46% em abril e 47% em março);
5% não sabem ou não responderam (eram 3% em maio, 5% em abril e 4% em março).

Evangélica

60% desaprovam (eram 65% em maio, 68% em abril e 61% em março);
35% aprovam (eram 30% em maio, 28% em abril e 33% em março);
5% não sabem ou não responderam (eram 5% em maio, 4% em abril e 6% em março).

Renda familiar

Até 2 salários mínimos (SM)

59% aprovam (eram 54% em maio, 57% em abril e 55% em março);
36% desaprovam (eram 40% em maio, 37% em abril e 39% em março);
5% não sabem ou não responderam (eram 6% em maio, 6% em abril e em março).

Mais de 2 SM a 5 SM

48% desaprovam (eram 52% em maio, 57% em abril e 54% em março);
46% aprovam (eram 43% em maio, 38% em abril e 41% em março);
6% não sabem ou não responderam (eram 5% em maio, 5% em abril e 5% em março).

Mais de 5 SM

60% desaprovam (eram 58% em maio, 62% em abril e 63% em março);
35% aprovam (eram 39% em maio, 35% em abril e 34% em março);
5% não sabem ou não responderam (eram 3% em maio, 3% em abril e 3% em março).

Avaliação do governo

Negativa: 38% (eram 39% em maio, 42% em abril e 43% em março);
Positivo: 34% (eram 34% em maio, 31% em abril e em março);
Regular: 26% (eram 25% em maio, 26% em abril e 25% em março);
Não sabe/não respondeu: 2% (eram 2% em maio, 1% em abril e em março).


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