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Amazonas

Enchente destrói plantações e mobiliza ajuda humanitária a indígenas yanomami no Amazonas

Segundo a Funai, 20 das 22 aldeias catalogadas na comunidade Marauiá, em Santa Isabel do Rio Negro, foram afetadas e receberam mais de 800 cestas básicas.

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Indígenas que habitam na comunidade Marauiá, dentro da Terra Indígena Yanomami, no Amazonas, estão sofrendo com a inundação de suas plantações devido a cheia dos rios em Santa Isabel do Rio Negro, onde parte do território fica localizado. O município amazonense está, de acordo com a Defesa Civil do Estado, em situação de atenção para o fenômeno.

O Rio Mamirauá é um afluente do Rio Negro que corta parte da T.I Yanomami e não tem os níveis monitorados pela Defesa Civil.

Em um vídeo exibido pela Rede Amazônica, um dos indígenas da comunidade que conta com 3 mil habitantes, Elizeu Yanomami, relatou que a enchente do Rio Marauiá foi maior do que o esperado e causou a perda de roças onde eram cultivadas frutas.

“Neste ano, todos os povos que moram na comunidade falam que nunca aconteceu algo do tipo nesse rio. Ele encheu e foi alagando todas as roças. Perderam banana, manivas e outros tipos de fruta”.

A comunidade do Marauiá é de difícil acesso. Para entrar ou sair do local, só há duas opções: viajar de barco pelo Rio Marauiá, enfrentando um trajeto tortuoso e com várias cachoeiras, ou ir de avião, que pousa em uma pista construída pela Fundação Nacional dos Povos Indígenas (Funai) e que apenas órgãos que atuam no território conseguem usar durante a maior parte do ano.

Segundo Elizeu, em algumas áreas onde haviam plantações é impossível caminhar sem que a água cubra os joelhos.

Ajuda humanitária

De acordo com a Funai, 20 aldeias das 22 catalogadas na comunidade tiveram que receber cestas de alimentos.

Por meio de nota, o órgão afirmou que realizou a entrega de 821 cestas de alimentos na região do Marauiá. As equipes que atuam no local estão realizando um levantamento detalhado sobre o número de indígenas afetados pela cheia na região.

A Funai disse ainda que segue acompanhando a situação por meio da Coordenação Regional Rio Negro e das equipes locais, com ações de apoio às comunidades indígenas da região. A unidade regional informou que as entregas de cestas seguem em andamento em outras localidades, mas não informou quais.

Cheia no Amazonas causa impactos, mas perde força

Nesta terça-feira (3), a Defesa Civil informou que subiu para 18 o número de munícipios em emergência pela cheia no estado e mais de 186 mil pessoas estão sendo afetadas.

Apesar dos prejuízos em algumas regiões do estado, a cheia dos rios no Amazonas já dá sinais de enfraquecimento e os níveis monitorados pelo Serviço Geológico do Brasil (SGB) devem permanecer abaixo da cota de inundação severa em 2026, segundo o órgão.

O monitoramento considera os rios em Manaus, no Rio Negro; Manacapuru, no Rio Solimões; e Itacoatiara e Parintins, no Rio Amazonas. Segundo o órgão, os dados atuais já apontam início gradual da vazante em parte da bacia amazônica.

De acordo com o gerente de Hidrologia do SGB, André Martinelli, os dados mostram que o processo de enchente está próximo do fim em parte da bacia amazônica. “Já há indícios de término do processo de enchente e início do processo de vazante”, disse.


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