Brasil
Exército faz ação contra possível uso de cianeto em áreas de garimpo ilegal nos territórios indígenas
A substância, de elevada toxicidade e alto potencial letal, representa grave risco à vida humana e ao meio ambiente.
Uma missão para reforçar as operações de combate ao garimpo ilegal em territórios indígenas na faixa de fronteira foi desenvolvida entre os dias 25 e 27 de maio pelo Exército Brasileiro, por meio do Comando Conjunto Operacional Catrimani II. A ação recebeu o apoio de um destacamento do 1º Batalhão de Defesa Química, Biológica, Radiológica e Nuclear (DQBRN) diante da suspeita do uso de cianeto, substância altamente perigosa à vida humana, que estaria sendo empregada nas atividades de mineração irregular nesses territórios.
A atuação ocorreu na guarnição de Boa Vista, capital de Roraima, e foi motivada pela identificação de possíveis ameaças relacionadas ao uso de cianeto em áreas de garimpo ilegal. A substância, de elevada toxicidade e alto potencial letal, representa grave risco à vida humana e ao meio ambiente. Diante desse cenário, foram empregados meios especializados do Destacamento DQBRN, para a detecção e reconhecimento de áreas suspeitas de utilização do composto químico proibido.
As ações ocorreram em duas frentes principais. A primeira consistiu na capacitação dos militares que atuam na Operação Catrimani II, sob a coordenação da Casa de Governo de Roraima, preparando-os para procedimentos de segurança, identificação e resposta em caso de detecção de cianeto nas áreas de operação. A instrução buscou ampliar a capacidade de pronta resposta diante de ameaças químicas em ambiente operacional.
A segunda frente concentrou-se no reconhecimento de áreas previamente fiscalizadas pela Polícia Federal e pelo IBAMA. Militares especializados na detecção de agentes altamente tóxicos realizaram vistorias em possíveis áreas de manuseio e processamento de minérios. Nestes locais, foram verificadas possíveis etapas da utilização do cianeto destinado ao garimpo ilegal.
A operação contou ainda com o apoio do 4º Batalhão de Aviação do Exército e do 18º Regimento de Cavalaria Mecanizado, ampliando a capacidade de mobilidade e atuação das equipes em áreas de difícil acesso.
A integração entre o Exército Brasileiro, o IBAMA e a Polícia Federal reforça a importância da atuação conjunta dos órgãos de segurança e fiscalização no enfrentamento aos ilícitos transfronteiriços e ambientais na Amazônia, contribuindo para a proteção da população e na garantia da soberania nacional.
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