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Aliado de Petro e candidato de extrema-direita vão ao 2° turno na Colômbia

Com 100% das urnas apuradas, Espriella recebeu 43,74% dos votos e saiu na frente no primeiro turno. Já Cepeda conquistou 40,9% dos votos. O segundo turno será no dia 21 de junho.

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O candidato de extrema direita Abelardo de la Espriella e o senador Iván Cepeda, apoiado pelo atual presidente Gustavo Petro, receberam a maioria dos votos hoje e vão disputar o segundo turno das eleições para a Presidência da Colômbia.

Com 100% das urnas apuradas, Espriella recebeu 43,74% dos votos e saiu na frente no primeiro turno. Já Cepeda conquistou 40,9% dos votos. O segundo turno será no dia 21 de junho.

A senadora Paloma Valencia, aliada do ex-presidente Álvaro Uribe, terminou em terceiro lugar com 6,92%. Na sequência ficou Sergio Fajardo, ex-prefeito de Medelín, com 4,26 %.

Outros nove candidatos estavam na disputa. Todos terminaram com menos de 1% dos votos.

Surpresa

As pesquisas eleitorais apontavam vantagem para o candidato de esquerda. Cepeda tem 63 anos, é formado em filosofia, filiado ao Pacto Histórico — mesmo partido de Petro — e atualmente ocupa o cargo de senador.

Ele ficou conhecido por atuar nas negociações do acordo de paz com as Farc (Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia) em 2016. Filho de um líder comunista assassinado, prometeu buscar a paz com grupos armados ilegais por meio do diálogo. Também defendeu a continuidade de políticas do governo Petro para reduzir a desigualdade.

Conhecido como El Tigre, Espriella disparou nos levantamentos de intenção de voto na reta final da campanha. Ele tem 47 anos, é advogado, lidera o movimento de extrema direita Defensores da Pátria e nunca tinha disputado uma eleição antes. O candidato é admirador dos presidentes dos Estados Unidos, Donald Trump, e da Argentina, Javier Milei.

Espriella tem sido chamado de “Bukele colombiano” pelas semelhanças com o presidente de El Salvador. Ele também promete adotar propostas linha dura na segurança pública, assim como Nayib Bukele, que se tornou referência para a ultradireita nessa área. Na campanha, disse que colocaria o Exército nas ruas para cuidar da segurança e que assinaria a extradição de Petro caso os EUA pedissem.

Como advogado, Espriella defendeu muitos dos que pretende combater se for eleito presidente. Ele foi advogado de narcotraficantes e do empresário Alex Saab, acusado de atuar como laranja do ditador venezuelano Nicolás Maduro.

Candidata de direita, Paloma Valencia é filiada ao partido Centro Democrático. Ela é neta do ex-presidente Guillermo León Valencia, que governou a Colômbia na década de 1960, e é senadora desde 2014. Durante a campanha, defendeu pautas conservadoras, se posicionou contra a adoção de crianças por casais homoafetivos e contra o aborto.

Gustavo Petro disse que não aceita o resultado da contagem inicial de votos. O presidente da Colômbia questionou o método usado e disse que aguardará os números revisados pelos juízes.

Eleição na Colômbia foi marcada por onda de violência. O senador e então pré-candidato à presidência Miguel Uribe Turbay sofreu um atentado a tiros em agosto de 2025. Cepeda, Espriella e Valencia também denunciaram ameaças de morte durante a campanha. Na semana passada, o senador Alexander López sofreu um ataque a tiros em uma rodovia. Em fevereiro, Aida Quilcué, candidata a vice-presidente na chapa de Cepeda, foi sequestrada por um grupo armado e liberada horas depois.


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