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Brasil

Com dólar abaixo de R$ 5, Real é a moeda que mais se valoriza no mundo

Moeda brasileira subiu 10,4% em relação ao dólar no acumulado do ano; euro teve estabilidade em 2026.

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Um levantamento da consultoria Elos Ayta Consultoria feito com 27 moedas mostra que o real teve a maior valorização em relação ao dólar em 2026. No acumulado do ano, a alta foi de 10,4%. A moeda nos EUA fechou cotada aos R$ 4,974 nesta 2ª feira (20.abr.2026), o menor valor desde 25 de março, quando foi de R$ 4,973. As informações são do site Poder360.

O encarecimento do petróleo também contribui para as contas públicas do Brasil. A arrecadação do governo Luiz Inácio Lula da Silva (PT) com royalties deve ser potencializada, possibilitando
medidas de estímulos. O FMI (Fundo Monetário Internacional) aumentou a projeção para o crescimento do Produto Interno Bruto para 1,9% em 2026, enquanto a guerra no Oriente Médio diminuiu a projeção de expansão da atividade econômica global.

Também contribuiu para a valorização do real a política monetária contracionista. De acordo com o especialista de investimentos da casa de análise Top Gain, Leonardo Santana, “por mais que
tenhamos uma perspectiva novamente de cortar juros, estamos com um dos maiores juros reais do mundo“.

O BC (Banco Central) manteve a taxa básica, a Selic, em 15% ao ano durante junho de 2025 a março de 2026. Segundo o presidente da autoridade monetária, Gabriel Galípolo, as decisões “conservadoras” criaram uma “gordura” para corte dos juros, deixando o país bemcolocado no cenário.

O Banco Central cortou o juro-base para 14,75% ao ano e sinalizou que o ciclo de flexibilização monetária será menor do que o esperado. Os agentes financeiros aumentaram para 4,80% a inflação
esperada para o Brasil em 2026. O percentual está acima do teto da meta, que é de 3% e tem tolerância de até 4,50%.

Os juros reais –diferencial entre Selic e inflação– elevados dá mais segurança para o real e atrai capital estrangeiro. No saldo entre aportes e resgates, os investidores internacionais colocaram R$ 67,3 bilhões na Bolsa de Valores de São Paulo no acumulado do ano até 16 de abril, último dado disponível.

Apesar do momento favorável para valorização do real, Santana explica que o fiscal pode voltar a pressionar a moeda, principalmente em ano eleitoral. “Esse cenário pode se inverter, já que estamos em ano de eleição. Se o governo resolver gastar demais, além do previsto, voltam as
preocupações fiscais. Isso é o que, sem dúvidas, pode levar a uma maior retirada de dólar do Brasil fazendo a moeda subir”, afirmou


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