Brasil
Pesquisa PoderData: 63% dos eleitores no Norte do Brasil culpam guerra no Irã por alta nos combustíveis
Levantamento mostra que 26% atribuem responsabilidade pelo aumento nos preços ao governo federal e 8% aos postos de gasolina.
A maioria dos eleitores (63%) na Região Norte do Brasil diz que o principal responsável pelo aumento recente nos preços dos combustíveis é a guerra no Irã. Outros 26% dos entrevistados afirmam que a culpa é do governo federal, do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Os dados são de pesquisa PoderData feita de 21 a 23 de março.
De acordo com a pesquisa, a maioria dos eleitores brasileiros (62%) diz que o principal responsável é a guerra no Irã. Outros 26% afirmam que a culpa é do governo federal. Os eleitores que dizem aprovar e desaprovar Lula têm opiniões parecidas sobre o aumento no preço dos combustíveis; a maioria atribui a responsabilidade à guerra.
Os dados foram coletados por meio de ligações para celulares e telefones fixos. Foram 2.500 entrevistas em 132 municípios nas 27 unidades da Federação. A margem de erro do resultado nacional é de 2 pontos percentuais. NO resultado para a Região Norte, a margem de erro é de 7 ponto percentuais. O intervalo de confiança é de 95%.
Para chegar a 2.500 entrevistas que preencham proporcionalmente (conforme aparecem na sociedade) os grupos por sexo, idade, renda, escolaridade e localização geográfica, o PoderData faz dezenas de milhares de telefonemas. Muitas vezes, são mais de 100 mil ligações até que sejam encontrados os entrevistados que representem de forma fiel o conjunto da população.
O PoderData estratifica os dados por recorte de gênero, região, idade, renda familiar e escolaridade dos entrevistados.
Eis os destaques:
– culpam a guerra – as taxas são mais baixas entre os moradores da região Sul (53%);
– culpam o governo Lula – as taxas são mais altas entre os homens (29%), os adultos de 25 a 44 anos (29%), os moradores da região Sul (34%), os que cursaram o ensino médio (30%) e os que recebem de 2 a 5 salários mínimos (30%).
Os eleitores que dizem aprovar e desaprovar Lula têm opiniões parecidas sobre o aumento no preço dos combustíveis. A maioria atribui a responsabilidade à guerra.
O conflito no Oriente Médio começou em 28 de fevereiro de 2026, quando EUA e Israel atacaram diversas localidades no Irã. Entre as justificativas apresentadas estão o fim do regime do aiatolá Ali Khamenei, morto na ofensiva, e a interrupção do desenvolvimento de um programa nuclear do país persa.
Desde o início da guerra, o preço do petróleo disparou e, consequentemente, o dos combustíveis. Cerca de 20% do petróleo consumido no mundo passa pelo estreito de Ormuz, que fica sob o controle do regime iraniano. Depois dos ataques, o Irã fechou o estreito, impedindo a passagem de navios.
No Brasil, Lula anunciou um pacote de medidas temporárias para mitigar os efeitos da escalada do petróleo provocada pela guerra: zerou impostos federais e deu subvenção ao diesel e criou um imposto de 12% sobre as exportações de petróleo de maneira imediata. Segundo as estimativas do governo, o custo das medidas deve ser de R$ 30 bilhões até o fim de 2026.
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