Amazonas
Delegado e investigadores da Polícia Civil do Amazonas são presos em flagrante por suspeita de extorsão
As vítimas procuraram a delegacia para denunciar que haviam sido abordadas pelos suspeitos, que teriam levado uma quantia de R$ 30 mil em espécie e uma arma.
A Polícia Civil do Amazonas informou que o delegado Fabiano Rosas, do 9° Distrito Integrado de Polícia (Dip), e os investigadores da PC-AM, Alessandro Eduardo e Charles Rufino, foram presos em flagrante, na tarde desta quinta-feira (16), por policiais militares das Rondas Ostensivas Cândido Mariano (Rocam), suspeitos de extorsão.
O caso foi registrado no 24° Distrito Integrado de Polícia (Dip). De acordo com o delegado Marcelo Martins, titular da unidade, as vítimas procuraram a delegacia para denunciar que haviam sido abordadas pelos suspeitos, que teriam levado uma quantia de R$ 30 mil em espécie e uma arma.
“Dois investigadores e um delegado fizeram uma abordagem aqui na região da Manaus Moderna, considerada criminosa. Foi realizada no contexto de extorsão. As vítimas que estavam nesses veículos alegaram que foram levados 30 mil reais e uma arma de fogo, e eles não foram encaminhados à delegacia respectiva para o procedimento. Depois foram liberados em via pública”, explicou.
Prisão de policiais por suspeita de extorsão
Após averiguação e a conclusão de que não foi realizado nenhum procedimento policial no contexto do sistema da Polícia Civil do Amazonas, o delegado concluiu que houve o crime de extorsão e lavrou o auto de prisão em flagrante em relação ao delegado e aos investigadores.
Segundo Martins, diante da possibilidade de se tratar de um crime de extorsão por “arrocho”, as vítimas foram questionadas se estariam em posse de barras de ouro, mas negaram.
“Nós fizemos esse questionamento às vítimas e elas negaram que estivessem com barras de ouro. Mas nesse tipo de caso, é muito comum que neguem estar. Na verdade, aqui no centro de Manaus, infelizmente, esse tipo de ocorrência, que é chamada de “arrocho”, é muito comum”, salientou.
Investigação sobre prática de “arrocho”
O delegado explicou ainda que quando equipes de outras unidades policiais realizam diligências na área do 24º Distrito Integrado de Polícia (DIP), sem o conhecimento do delegado responsável, há grande possibilidade de caracterizar esse tipo de crime.
“Quando a gente vê esse tipo de abordagem, a gente sabe que o objetivo é fazer o arrocho de ouro ou de droga”, destacou.
Acompanhamento do Ministério Público
O caso foi acompanhado pelo promotor Armando Gurgel, da Promotoria Especializada no Controle Externo da Atividade Policial (Proceap), do Ministério Público do Estado do Amazonas (MP-AM).
“O promotor ficou na parte de fiscalizar o que estava sendo feito, sem interferência no nosso trabalho. E a Polícia Civil, sob a minha coordenação, passou a empreender uma série de diligências com o apoio do DRCO para coletar provas e fazer a captura”, concluiu o delegado Marcelo Martins.
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