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Preço do barril de petróleo disparou 52% em 1 mês com guerra no Irã

Principal commodity do comércio global era cotada a US$ 70,75 no dia anterior ao conflito e se aproxima de US$ 110 em março.

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O preço do barril de petróleo disparou desde o início da guerra entre Estados Unidos, Israel e Irã. No dia anterior ao 1º ataque no país persa, a commodity era cotada a US$ 70,75 e valorizou 52% em 1 mês, sendo comercializada a US$ 107,98 nesta 2ª feira (30.mar.2026). No plano econômico global, é o principal efeito da guerra.

O petróleo é a principal commodity do comércio mundial e sua valorização provoca um efeito em toda a cadeia de produção global. Apesar de ser mais associado ao setor energético, diversos produtos que são feitos a partir do óleo são utilizados em setores como a construção civil, químico e na agricultura, inclusive na produção de fertilizantes.

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O impacto da guerra no preço do barril não é surpreendente. O Oriente Médio é uma das regiões mais sensíveis do planeta para o setor petrolífero por concentrar uma parte significativa dos grandes produtores de óleo e por gargalos de escoamento já conhecidos. O principal é o estreito de Ormuz, uma rota comercial de 33 km por onde passa cerca de 25% do transporte mundial de navios petroleiros.

O bloqueio do estreito foi uma das primeiras ações do Irã desde o começo da guerra. O país controla uma das margens de Ormuz e já declarou que possui mísseis apontados para a região e que retaliará navios que cruzarem o estreito sem permissão. Nas últimas semanas, o Irã tem autorizado alguns navios a cruzarem o estreito, mas somente de países que considera aliados, como China, Rússia, Paquistão, Iraque e Índia. Mesmo assim, o tráfego fica mais lento no estreito e a situação ainda é de instabilidade.

A perspectiva que paira sobre o mercado é que o valor da commodity não deve cair para o patamar anterior à guerra por um tempo. Mesmo que seja costurado um cessar-fogo e um eventual acordo de paz, a instabilidade na região já fez com que seguradoras aumentassem o valor de seus serviços para cobrir navios que atravessem o estreito. Esse é mais um dos efeitos que podem perdurar por meses, mesmo depois de um encerramento das hostilidades.


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