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Brasil

Comissão de Agricultura e Reforma Agrária do Senado aprova Selo Verde Café Amazônia

A proposta segue para a Câmara dos Deputados, salvo se for apresentado recurso para votação no Plenário do Senado.

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A Comissão de Agricultura aprovou o projeto que cria o Selo Verde Café Amazônia, uma certificação para identificar produtores da Amazônia Legal que cultivam café com práticas sustentáveis e respeito à legislação ambiental e trabalhista. O autor da proposta, senador Sérgio Petecão, do PSD do Acre, destacou a importância de conciliar a preservação da floresta com a geração de emprego e renda, aproveitando a força da marca Amazônia para agregar valor ao produto.

Esse nome Amazônia é um nome muito forte. A gente pode transformar esse limão que nós temos aqui na região, porque eh nós recebemos cobranças muito fortes e e com razão nós precisamos preservar a Amazônia. Mas qual é a contrapartida disso? Qual é a contrapartida? O que é que o povo que mora na Amazônia ganha com isso? Então, nós entendemos que tá na hora do governo federal também nos ajudar para que a gente possa levar esse produto que é o café da Amazônia, principalmente para o exterior.

Para ganhar o selo, o café precisará ser cultivado de forma sustentável na Amazônia Legal, por exemplo em sistemas agroflorestais, com integração entre lavoura, criação de animais e floresta, ou com técnicas de conservação do solo e da água. Além disso, a produção não poderá causar descaracterização da vegetação nem comprometer a função ambiental da área. A cafeicultura amazônica é liderada por Rondônia, onde se destaca o chamado robusta amazônico, resultado do melhoramento genético.

Ao apoiar a proposta, senador Jaime Bagattoli, do PL do estado, ressaltou que o selo terá critérios claros de concessão e servirá para garantir a sustentabilidade da produção. “Amazônia não é só mato; Amazônia, nós sabemos que nós temos a responsabilidade de preservar 80%. Então, se nós temos 80%, os nossos pequenos produtores têm que produzir com garantia, com segurança e com qualidade”, disse.

O selo terá validade de dois anos, podendo ser renovado. A certificação também poderá ser usada na divulgação dos produtos, como forma de agregar valor e ampliar a visibilidade do café amazônico no mercado nacional e internacional.


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