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Irã diz para o mundo se preparar para petróleo a US$ 200 o barril

Países membros da Agência Internacional de Energia concordaram unanimemente, nesta quarta (11), em liberar 400 milhões de barris de petróleo no mercado global

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O Irã passará de “ataques recíprocos” para “ataques contínuos” contra adversários, e “os Estados Unidos não conseguirão controlar os preços do petróleo”, afirmou nesta quarta-feira (11) o porta-voz do quartel-general do comando militar de Khatam al-Anbiya, em Teerã.

“Não permitiremos que nem um litro de petróleo chegue aos EUA, a Israel e a parceiros deles. Qualquer embarcação ou petroleiro com destino a eles será um alvo”, declarou Ebrahim Zolfaqari.

“Preparem-se para o barril de petróleo chegar a US$ 200, porque o preço do petróleo depende da segurança regional, que vocês desestabilizaram”, acrescentou, referindo-se aos EUA.

Autoridades iranianas deixaram claro nesta quarta-feira (11) que pretendem impor um choque econômico prolongado enquanto a guerra continuar.

Os países membros da Agência Internacional de Energia (AIE) concordaram unanimemente, nesta quarta-feira (11), em liberar 400 milhões de barris de petróleo no mercado global – a maior liberação de reservas emergenciais de petróleo da história. Trata-se de uma medida destinada a reforçar o fornecimento de petróleo bruto e conter a alta dos preços causada pela guerra no Oriente Médio.

Por volta das 14h20, pelo horário de Brasília, o petróleo Brent Futuros de maio de 2026, referência global para o preço do petróleo, subia mais de 4%, para cerca de US$ 91,40 o barril, após o pronunciamento de Birol. O WTI Futuros de abril de 2026, referência nos EUA, tinha alta de mais de 3% também, sendo negociado em torno de US$ 86,45 o barril.

O Irã também disparou contra Israel e alvos em todo o Oriente Médio. Após agências de um banco em Teerã terem sido atacadas durante a noite, Zolfaqari também afirmou que o Irã responderia com ataques a bancos que fazem negócios com os Estados Unidos ou Israel.

Três navios foram atingidos por projéteis nas proximidades do Estreito de Ormuz nesta quarta (11), importante rota marítima para o transporte global de petróleo e que se tornou um ponto central da guerra com o Irã, elevando para 14 o número de navios atingidos desde o início da guerra.

Além disso, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, disse à Axios em uma entrevista por telefone que “praticamente não há mais nada” para atacar no Irã. “Um pouco disso e daquilo… Quando eu quiser que termine, terminará”, apontou Trump durante breve entrevista por telefone.

E o ministro da Defesa de Israel, Israel Katz, afirmou nesta quarta (11) que a operação “continuará sem prazo determinado, pelo tempo que for necessário, até que todos os objetivos sejam alcançados”.


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