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Brasil

PF desmantela esquema que mandou 370 brasileiros ilegalmente aos EUA

A investigação também apontou que os pagamentos feitos pelas vítimas eram recebidos, em parte, por meio de uma casa lotérica localizada em Governador Valadares (MG).

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A Polícia Federal (PF) deflagrou, nesta quarta-feira (11/2), a segunda fase da Operação Sáfaro com o objetivo de desmontar uma estrutura criminosa especializada no envio ilegal de brasileiros ao exterior, especialmente para os Estados Unidos, mediante pagamento e com atuação organizada em diferentes frentes do esquema.

Nesta etapa, policiais federais cumpriram seis mandados de busca e apreensão — quatro em Governador Valadares, no interior de Minas Gerais, e dois na capital paulista — além do sequestro de bens e valores que podem chegar a R$ 164 mil.

A ação é um desdobramento direto da primeira fase da operação, deflagrada em agosto de 2024, que já havia mostrado a existência de um grupo estruturado dedicado ao contrabando de pessoas.

De acordo com a investigação, pelo menos cinco integrantes atuavam de forma associada e contínua, promovendo a migração ilegal e, em alguns casos, organizando o envio de crianças e adolescentes ao exterior sem observar as exigências legais.

O levantamento inicial apontou que o grupo conseguiu enviar cerca de 370 pessoas de maneira clandestina para os Estados Unidos.

Com o avanço da apuração, a Polícia Federal identificou novos envolvidos responsáveis por diferentes etapas da operação criminosa. Alguns atuavam na organização logística das viagens, outros orientavam os migrantes durante o trajeto internacional e havia ainda integrantes encarregados de providenciar documentos para simular condição de turista no momento do desembarque em aeroportos estrangeiros.

A investigação também apontou que os pagamentos feitos pelas vítimas eram recebidos, em parte, por meio de uma casa lotérica localizada em Governador Valadares, utilizada para dar aparência de legalidade às transações e dificultar o rastreamento dos valores.

Os suspeitos poderão responder pelos crimes de promoção de migração ilegal, ameaça e outros delitos que ainda estão sendo apurados ao longo da investigação.


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