Conecte-se conosco

Brasil

Bacia do Solimões foi a terceira do País em produção de gás natural em 2025, aponta Boletim da ANP

Os campos Rio Urucu e Urucu Leste estão entre os 20 com maior produção total (Mboe/d) de petróleo e gás

A Bacia do Solimões, no Amazonas, foi a terceira do País, em 2025, na produção nacional de gás natural, com participação de 7,51% do total nacional, que alcançou a média anual de 179 milhões de metros cúbicos por dia (m³/d), recorde histórico. A média foi 17% maior do que a do ano anterior, quando registrou 153 milhões de m³/d.

bacia-do-solimoes-foi-a-tercei

bacia-do-solimoes-foi-a-tercei

bacia-do-solimoes-foi-a-tercei

bacia-do-solimoes-foi-a-tercei
Esses e outros dados anuais se encontram no Boletim Mensal da Produção de Petróleo e Gás Natural de dezembro de 2025, da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), divulgado hoje (02/02) e que, além dos dados desse mês, traz encarte com dados anuais consolidados de 2025.

Em 2025, a Bacia de Santos na liderança da produção nacional de gás natural, com 77,72% de participação, aumento de 0,55 ponto percentual em relação a 2024. As Bacias de Campos e de Solimões seguem na 2ª e 3ª posições, com participação de 7,75% e 7,51%, respectivamente, na produção nacional.

Os campos Rio Urucu e Urucu Leste estão entre os 20 com maior produção total (Mboe/d) de petróleo e gás. Mboe/d significa “milhares de barris de óleo equivalente por dia”, uma medida usada na indústria de energia para padronizar a produção conjunta de petróleo e gás natural. Permite somar o gás natural (convertido energeticamente) ao petróleo, facilitando a análise de reservas e eficiência.

Em 2025, a produção média anual de petróleo e gás natural atingiu a marca histórica de 4,897 milhões de barris de óleo equivalente por dia (boe/d), cerca de 12,7% a mais do recorde anterior, alcançado em 2023, que foi de 4,344 milhões de barris de óleo equivalente/dia. Na comparação com 2024, que totalizou 4,322 milhões de boe/d, houve crescimento de 13,3%.

No caso do petróleo, foram produzidos 3,770 milhões de barris por dia (bbl/d) em 2025, recorde histórico e 12,3% acima do observado em 2024 (quando atingiu 3,358 milhões de bbl/d).

Já a produção de gás natural no ano de 2025 chegou à média anual de 179 milhões de metros cúbicos por dia (m³/d), também alcançando recorde histórico. A média foi 17% maior do que a do ano anterior, quando registrou 153 milhões de m³/d.

Em 2025 a maior parte da produção de petróleo e gás foi proveniente de reservatórios do pré-sal, que representa, em média, 79,63% da produção nacional. Já as produções do pós-sal e terrestre representam, em média, 15,45% e 4,92%, respectivamente, do total produzido no país.

Dezembro de 2025

Em dezembro de 2025, a produção nacional de petróleo e gás natural foi de 5,237 milhões de boe/d.

No caso do petróleo, foram produzidos 4,015 milhões de bbl/d, um aumento de 6,4% na comparação com novembro e de 17,4% em relação a dezembro de 2024.

Para o gás natural, a produção foi de 194,33 milhões de m³/d, tendo crescido 6,4% frente ao mês anterior e 20,6% comparada ao mesmo mês de 2024.

A produção total (petróleo + gás natural) no pré-sal, em dezembro, foi de 4,164 milhões de boe/d e correspondeu a 79,5% da produção brasileira. Esse número representa um crescimento de 6,4% em relação ao mês anterior e de 19,7% na comparação com o mesmo mês de 2024.

Foram produzidos 3,211 milhões de bbl/d de petróleo e 151,56 milhões de m³/d de gás natural, por meio de 175 poços.

Em dezembro, o aproveitamento de gás natural foi de 97,5%. Foram disponibilizados ao mercado 64,53 milhões de m³/d e a queima foi de 4,86 milhões de m³/d. Houve redução de 14,8% na queima, em relação ao mês anterior, e de 14% na comparação com dezembro de 2024.

No mês, os campos marítimos produziram 97,9% do petróleo e 86,5% do gás natural. Os campos operados pela Petrobras, sozinha ou em consórcio com outras empresas, foram responsáveis por 90,03% do total produzido. A produção teve origem em 6.048 poços, sendo 547 marítimos e 5.501 terrestres.

Em dezembro, o campo de Tupi, no pré-sal da Bacia de Santos, foi o maior produtor, registrando 838,98 mil bbl/d de petróleo e 41,79 milhões de m³/d de gás natural.

Já a instalação com maior produção de petróleo foi a FPSO Almirante Tamandaré, no campo de Búzios, com 238.960 bbl/d de petróleo. A instalação com a maior produção de gás natural foi FPSO Guanabara, no campo de Mero, com total de produção de 12,10 milhões de m³/d.


Clique para comentar

Faça um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

quatro × um =