Amazonas
Polícia prende mentores de grupo que aplicava golpe com o falso cadastro de estudantes no transporte público de Manaus
De acordo com a polícia, empresa fictícia Tutorinfo simulava oferecer cursos livres. Conforme e tinha mais de 2 mil falsos cadastros de alunos que recebiam o benefício sem ter direito algum
O recadastramento inicia no dia 18 de fevereiro – Foto.Altemar Alcantara/Semcom
A Polícia Civil do Amazonas (PC-AM) informou que, por meio do Núcleo de Repressão a Roubos no Transporte Coletivo e Rotas do Polo Industrial de Manaus (Nurrc), apresentou, em coletiva de imprensa, nesta segunda-feira (19/01), o resultado da segunda fase da Operação Meia Verdade que prendeu um casal apontado como mentor de um grupo criminoso que realizava cadastros em falsos sistemas de transporte público para emitir cartões de meia-passagem do transporte público da cidade.
De acordo com o delegado Charles Araújo, um homem, de 34 anos, e a sua companheira, de 33 anos, eram proprietários de uma empresa fictícia utilizada para simular os cadastros.
“Os cadastros eram feitos por meio dos sistemas de transporte público possibilitando a emissão irregular de cartões de meia passagem para pessoas que não tinham direito ao benefício. O esquema resultou em um prejuízo estimado em cerca de R$ 3 milhões ao Sindicato das Empresas de Transporte de Passageiros do Estado do Amazonas (Sinetram).
Na primeira fase, deflagrada na quinta-feira (15/01), quatro pessoas foram presas e o casal passou a ser considerado procurado. Eles foram presos no dia seguinte, no conjunto Riacho Doce, bairro Cidade Nova, zona norte. Com o cumprimento dos mandados, todo o grupo criminoso investigado foi desarticulado.
“Nós conseguimos chegar até esses dois que eram responsáveis pelo núcleo da organização que utilizava uma empresa fictícia sob o pretexto de oferecer cursos livres inexistentes para cerca de duas mil pessoas que já estavam cadastradas. Assim que descobrimos essa empresa, nossa equipe conseguiu deflagrar a operação para tirar esse grupo de circulação que acabou gerando um prejuízo de R$ 6 milhões no pagamento em subsídio que é pago pela população”, relatou.
O casal responderá pelos crimes de associação criminosa, estelionato e inserção de dados falsos em sistemas de informação e estão à disposição da Justiça.
De acordo com a polícia, a ação correu na última sexta-feira (16), e resultou na captura de um casal responsável pela empresa fictícia Tutorinfo, que simulava oferecer cursos livres. Conforme a apuração a Tutorinfo tinha mais de 2 mil falsos cadastros de alunos que recebiam o benefício sem ter direito algum. O primeiro núcleo da quadrilha já havia sido desarticulado com a prisão de quatro pessoas — dois homens e duas mulheres — que vendiam o serviço ilegal nas redes sociais.
O segundo núcleo, segundo a polícia, era responsável por manter empresas de faachada utilizadas para cadastrar falsos estudantes junto ao sistema de transporte público. Ela fazia-lhe oferecia alguns serviços, alguns cursos principalmente cursos livres, mas durante a investigação nós percebemos que esses cursos eram totalmente fictícios, não existiam, eram apenas cabides para que eles pudessem ali cadastrar as pessoas que utilizavam esse serviço.
De acordo com a Polícia Civil, o esquema causava um prejuízo estimado em R$ 3 milhões por ano aos cofres públicos, valor que saía dos impostos da população amazonense para subsidiar passagens de pessoas que não tinham direito ao benefício.
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