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Amazonas

Suspeito de assalto a balsa no Rio Madeira, no Amazonas, é morto em tiroteio com escolta armada

Há três meses, o Sindicato das Empresas de Navegação Fluvial no Estado do Amazonas (Sindarma) alertou para a necessidade urgente de reforçar a segurança nas vias fluviais do Estado contra as ações dos piratas.

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Um homem identificado como Rozinaldo Ribeiro dos Santos, suspeito de fazer parte de uma quadrilha de “piratas de rio” foi morto durante uma tentativa de assalto a uma balsa que transportava combustíveis, no rio Madeira, próximo a Nova Olinda do Norte, no Amazonas. De acordo com a Polícia do Estado, houve um tiroteio entre os criminosos e a escolta da embarcação. Os outros suspeitos conseguiram fugir, levando como refém o comandante da embarcação, que logo foi libertado e não sofreu ferimentos.

O alvo da tentativa de assalto era uma balsa que seguia para Porto Velho, em Rondônia. Equipes da 47ª Delegacia Interativa de Polícia e do 1º Grupamento da Polícia Militar iniciaram buscas pelos assaltantes logo após o crime. Segundo a investigação, quatro homens armados participaram da ação.

Durante as buscas, a polícia apreendeu um celular. O aparelho será periciado para ajudar na identificação dos demais envolvidos e esclarecer as circunstâncias do crime. As investigações continuam.

Segurança

Há três meses, o Sindicato das Empresas de Navegação Fluvial no Estado do Amazonas (Sindarma), informou que a ocorrência com uma embarcação que transportava combustíveis na comunidade Costa do Jatuarana, no Rio Amazonas, “era mais um alerta para a necessidade urgente de reforçar a segurança nas vias fluviais do Estado contra as ações dos piratas”.

A entidade destacou que possui um histórico de mais de 10 anos de propostas e reuniões com órgãos estaduais e federais do setor, nas quais alertaram para o risco de explosões nos comboios que transportam combustíveis, nos confrontos diários com as quadrilhas que dominam os rios do Estado.

O Sindarma informou que no dia 1º de outurbro, em reunião do Conselho da Indústria de Defesa da Amazônia (Condefesa Amazônia) realizada em Manaus (com a presença dos comandantes do Comando Militar da Amazônia, do 7º VII Comar e do 9º Distrito Naval, além do chefe da Casa Militar do Governo do Amazonas, entre outras autoridades), o seu vice-presidente, Madison Nóbrega alertou novamente para a situação.

“Com apoio da Marinha e das distribuidoras, os comboios de combustíveis passaram a navegar com escoltas armadas, o que reduziu verticalmente o sucesso dos roubos. Mas as tentativas não pararam. São diárias e o que nos preocupa são as trocas de tiros, porque se uma bala perfurar um tanque vai provocar a perda de vidas, explosões, incêndios e uma tragédia ambiental de grandes proporções”, destacou Nóbrega na ocasião.

O dirigente ressaltou que as balsas transportadoras de combustível são feitas com casco duplo para evitar o vazamento em caso de choques e colisões, mas são incapazes de evitar as balas das armas de grosso calibre das quadrilhas. Para fazer frente aos ataques piratas, Nóbrega afirmou ainda, que o Sindarma ia solicitar dos órgãos competentes, autorização para que as escoltas possam usar armas mais potentes.

“Os seguranças das escoltas usam revólveres e munição limitada, enquanto as quadrilhas portam fuzis, drones, metralhadoras e todo tipo de equipamento capaz de perfurar uma embarcação civil. O que aconteceu na Costa do Jatuarana pode ser o início de algo muito mais grave e de grandes proporções humanas e ambientais”, acrescentou.


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