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Amazonas

Não há trechos ‘ótimos’ e só 8,1% das rodovias avaliadas no Amazonas são ‘bons’, aponta nova pesquisa CNT

As condições do pavimento no Amazonas geram, segundo a CNT, um aumento de custo operacional do transporte de 57,5%. Isso se reflete na competitividade do Brasil e no preço dos produtos.

Caminhoneiros fizeram protesto na BR-174 – Foto: Leandro Guedes/G1

No Amazonas, nenhuma parte da extensão de rodovias federais e principais trechos das estaduais foi classificada como “ótima” em seu estado geral. É o aponta pesquisa da Confederação Nacional dos Transportes (CNT), divulgada em dezembro de 2025. De acordo com a pesquisa 8,1% dos 989 quilômetros avaliados no Amazonas foram avaliados como bom, 46,3% regular, 26,7% ruim e 18,9% péssimo.

Com relação ao pavimento, 7,1% da extensão avaliada foram classificadas como ótimo, 3,1% bom, 34,6% regular, 30,3% ruim e 24,9% péssimo. E 2%, está com o pavimento totalmente destruído. Com relação à sinalização, 1% da extensão avaliada foi classificado como ótimo, 32% bom, 32,7% regular, 14,9% ruim e 19,4% péssimo. E 24% da extensão está sem faixa central e 35,1% não tem faixas laterais.

Nas rodovias do Amazonas, falta acostamento em 76,1% dos trechos avaliados. 84,6 % dos trechos com curvas perigosas não têm sinalização. A Pesquisa identificou 145 pontos críticos no estado.

A pesquisa aponta, ainda, que o Amazonas é o terceiro estado em densidade de pontos críticos por 100 quilômetros. Os pontos críticos são definidos como situações atípicas que ocorrem na rodovia, interferem no fluxo normal do tráfego e podem trazer graves riscos à segurança dos usuários

As condições do pavimento no Amazonas geram, segundo a CNT, um aumento de custo operacional do transporte de 57,5%. Isso se reflete na competitividade do Brasil e no preço dos produtos.

A pesquisa aponta, ainda, que são necessários R$ 1,03 bilhão de investimentos para recuperar as rodovias no Amazonas, com ações emergenciais (reconstrução e restauração) e manutenção.

Do total de recursos autorizados pelo governo federal para infraestrutura rodoviária especificamente no Amazonas em 2025 (R$ 21,82 milhões), foram investidos R$ 6,07 milhões até novembro (27,8%), informa a CNT.

Brasil

Em 2025, a Pesquisa CNT de Rodovias alcançou a sua 28ª edição. Neste ano, foram percorridos 114.197 quilômetros em todas as Unidades da Federação, o que representa 2.344 quilômetros a mais do que no ano anterior. É o mais abrangente levantamento da infraestrutura rodoviária do país. Além de analisar a condição de suas principais características — Pavimento, Sinalização e Geometria da Via —, inclui ainda o registro e a avaliação dos pontos críticos.

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Entre os tipos de pontos críticos estão: queda de barreira, buraco grande, erosão na pista, ponte caída ponte estreita e outros, como obras, nos casos em que se constata a realização de intervenções corretivas no momento do seu registro. Além disso, estão associados à elevação dos custos operacionais, devido ao aumento do tempo de viagem, do consumo de combustível e dos gastos com manutenção dos veículos.

De todos os 2.146 pontos críticos registrados no Brasil em 2025, apenas 34 (1,6%) passavam por obras de recuperação durante a coleta em campo. Nesse sentido, a CN ressalta que o pesquisador só registra a obra no ponto crítico se, no momento da coleta, houver máquinas em operação e/ou pessoas trabalhando.

Os dados da pesquisa apontam que houve uma redução na quantidade de pontos críticos registrados em 2025 em comparação com o ano anterior. Contudo, de modo geral, tem-se que a gestão da infraestrutura rodoviária no país não tem priorizado a eliminação tempestiva de pontos críticos, tendo em vista o elevado percentual de situações recorrentes.

Segundo a CNT, a pesquisa também constatou uma insuficiência quanto à adequada sinalização desses problemas. Em face das restrições orçamentárias, a sinalização adequada dos pontos críticos configura-se como uma medida emergencial, de caráter temporário, necessária para prevenir eventuais sinistros no trânsito.

A CNT destaca, ainda, que o percentual de pontos críticos recorrentes nas rodovias administradas pela iniciativa privada é consideravelmente menor quando comparado aos resultados da gestão pública. E diz que “isso corrobora a relevância do estabelecimento de parcerias entre poder público e iniciativa privada, por meio das concessões, para ampliar os investimentos na malha rodoviária”.

Norte

Na Região Norte, a Pesquisa CNT de Rodovias avaliou 13.981 km. Com relação ao estado geral, 1,1% da extensão avaliada foram classificadas como ótimo, 17,6% bom, 49,0% regular, 21,9% ruim e 10,4% péssimo.

Com relação à sinalização, 3,8% da extensão avaliada foram classificadas como ótimo, 25,8% bom, 40,6% regular, 15,4% ruim e 14,4% péssimo. 12,3% da extensão está sem faixa central e 17,1% não tem faixas laterais.

A Pesquisa identificou 896 pontos críticos na região e apontou que as condições do pavimento geram um aumento de custo operacional do transporte de43,1%. Isso se reflete na competitividade do Brasil e no preço dos produtos.

E diz que os investimentos necessários para recuperar as rodovias na Região Norte, com ações emergenciais (reconstrução e restauração) e manutenção, somam R$ 13,01 bilhões.


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