Economia
Novo IR: quem tem dois salários abaixo de R$ 5 mil e que, somados, superam esse limite, vai pagar imposto?
De acordo com advogado tributário, a renda toda da pessoa é somada para, então, se chegar a uma base de tributação.
A Declaração do Imposto de Renda Pessoa Física feita este ano é referente ao ano-base 2025 e, portanto, segue as normas antigas da Receita Federal. Mas nas folhas de pagamento dos trabalhadores a partir de janeiro de 2026, já aparecem os efeitos das mudanças no IRPF, com isenção para quem ganha até R$ 5 mil por mês. Muita gente segue em dúvida de como isso vai funcionar, no entanto. Quem tem dois salários abaixo de R$ 5 mil e que, quando somados, têm valor acima desse limite, vai pagar imposto?
O especialista Hermano Barbosa, sócio de direito tributário do BMA Advogados, explica que, no caso de pessoas que têm duas ou mais fontes de renda — como um professor que trabalha em mais de uma escola e ainda dá aulas particulares — é necessário somar todos os rendimentos para saber o valor total.
Se a soma de todos os rendimentos recebidos for inferior a R$ 5 mil, o trabalhador está isento do Imposto de Renda. Mas, caso a soma passe desse valor, será necessário declarar e fazer o ajuste de contas. Se o total for de até R$ 7.350 por mês, ainda haverá um alívio parcial, visto que a reforma criou descontos graduais para ganhos até R$ 7.350.
Já para quem ganha mais que isso, não haverá alívio.
— A apuração do Imposto de Renda não é feita de forma isolada, em função de fonte pagadora. Ela é feita somando-se a renda toda da pessoa para, então, se chegar a uma base de tributação — explica Barbosa.
Contribuinte vai pagar no ano seguinte
Ele destaca que a regra já era assim antes das alterações no IR. O que muda agora é que o limite para isenção mudou. Assim, quem ganha menos de R$ 5 mil em dois trabalhos, não terá desconto de IR na fonte. Ou seja, o abatimento não vai aparecer no contracheque.
O contribuinte terá que pagar Imposto de Renda quando entregar a declaração no ano seguinte, ou seja, em 2027.
Por isso, é importante fazer as contas e se organizar, talvez já ir até guardando dinheiro ao longo do ano, para não levar um susto na hora de prestar as contas ao Fisco.
— Isso pode gerar uma falsa percepção de que a pessoa está tendo uma carga elevada ou mais injusta na hora de fazer sua declaração anual, que vai exigir um imposto para pagar ali naquela hora. Mas o valor não seria diferente se você estivesse retendo na fonte durante o ano — diz o especialista em direito tributário.
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