Amazonas
Amazonprev: polícia diz que ativos do Master eram de alto risco, o que contraria as práticas prudentes de gestão
Fundos regionais compraram 81% de letras financeiras.
Para policiais, concentração de fundos de entes públicos como Fundação de Previdência do Estado do Amazonas (Amazonprev) no Banco Master demonstra que as condições “não eram atrativas a investidores privados, levantando suspeitas sobre seus riscos e liquidez”. As informações são do jornal Valor Econômico, publicadas nesta sexta-feira (21/11).
A Amazonprev aplicou R$ 50 milhões em Letras Financeiras do Banco Master em junho de 2024, antes de a instituição entrar em processo de liquidação. Os aportes feitos por entidades de Previdência de Estados e municípios estão expostos à liquidação do banco e correm risco de perdas bilionárias.
De acordo com a reportagem, os policiais envolvidos na apuração apontam que a alta concentração de recursos de entidades públicas, especialmente em Letras Financeiras (LFs) do Banco Master (81% do total de LFs emitidas pelo banco foram compradas por fundos regionais).
A falta de interesse de investidores privados nesses mesmos títulos é vista pelos investigadores como um indicativo de que os ativos eram de alto risco ou tinham baixa liquidez, o que contraria as práticas prudentes de gestão de recursos previdenciários, que deveriam priorizar a segurança.
A investigação sugere que as aplicações podem ter sido feitas em condições desfavoráveis aos cofres públicos, possivelmente envolvendo fraudes ou gestão temerária.
O eventual prejuízo que institutos que pagam aposentadorias a servidores municipais e estaduais tiverem com aplicações no Banco Master, como os R$ 50 milhões aplicados pelo Amazonprev, precisão ser pagos por prefeituras e governos dos estados. A informação é do chefe da Secretaria do Regime Próprio e Complementar do Ministério da Previdência, Paulo Roberto dos Santos Pinto.
Ao todo, 18 entidades de previdência de estados e municípios aplicaram R$ 1,867 bilhão em letras financeiras do Banco Master entre outubro de 2023 e dezembro de 2024. A liquidação da instituição financeira, decretada pelo Banco Central na terça-feira, coloca em risco esses valores. Ao contrário dos CDBs, as letras financeiras emitidas por bancos não têm cobertura do Fundo Garantidor de Créditos (FGC).
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