Economia
Mais de 57 milhões de brasileiros não sabem que estão endividados, aponta levantamento da Serasa
Falta de consulta ao CPF e desinformação financeira dificultam regularização das dívidas.

Uma pesquisa feita pela Serasa revelou que 57 milhões de brasileiros desconhecem que têm dívidas. Desses, 19 milhões estão com o nome negativado e fazem parte do cadastro de inadimplentes, o que pode trazer dificuldades para conseguir crédito ou contratar serviços. Além disso, muitos também desconhecem as oportunidades de renegociação.
Os dados também mostram que essas pessoas nunca consultaram o CPF ou o CNPJ no site ou no aplicativo da Serasa. Se fizessem isso, poderiam acessar 267 milhões de ofertas de renegociação de dívidas com vantagens, como descontos expressivos, disponíveis no Feirão Serasa Limpa Nome, que está na sua fase final.
Até o dia 31 de março, os consumidores podem acessar por meio do feirão as ofertas de vários setores, como bancos, operadoras de cartão de crédito, securitizadoras e universidades.
Por que tantos brasileiros desconhecem suas dívidas?
Segundo Aline Maciel, especialista da Serasa em educação financeira, há diversas razões para isso, incluindo falta de monitoramento do CPF ou do CNPJ, dados cadastrais desatualizados e, principalmente, desinformação financeira.
“Muitos consumidores e empreendedores só descobrem pendências financeiras quando tentam contratar um financiamento, fazer crediário ou acessar um serviço básico”, explica Aline, gerente da plataforma Limpa Nome.
Consumidores do Rio
No Estado do Rio, mais de cinco milhões de pessoas desconhecem que estão endividadas. Desses, mais de dois milhões já têm o nome negativado. No total, há mais de 30 milhões de ofertas de renegociação disponíveis para esses consumidores.
Como consultar seu CPF e negociar dívidas
Para verificar se há alguma dívida em seu nome, é possível consultar gratuitamente pelo site da Serasa, pelo aplicativo da empresa (disponível para Android e iOS) ou pelo WhatsApp (11) 99575-2096.
Também é possível fazer a consulta em agências dos Correios, onde até 31 de março os consumidores podem negociar dívidas sem taxa de atendimento.
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