Conecte-se conosco

Economia

Desemprego sobe a 6,5% no trimestre até janeiro; 7,2 milhões de pessoas ainda buscam trabalho, diz IBGE

Taxa fica levemente abaixo das projeções de analistas (6,6%).

desemprego-sobe-a-65-no-trimes

A taxa de desemprego subiu a 6,5% no trimestre até janeiro no Brasil, apontam dados divulgados nesta quinta (27) pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística).

O indicador ficou 0,3 ponto percentual acima dos 6,2% registrados nos três meses até outubro, que servem de base de comparação.

Mesmo com o aumento, a taxa de 6,5% é a menor para os trimestres até janeiro na série histórica iniciada em 2012. O mesmo valor também foi registrado em igual intervalo finalizado no início de 2014.

O novo resultado veio levemente abaixo da mediana das estimativas do mercado financeiro. Analistas consultados pela agência Bloomberg esperavam taxa de 6,6% para o trimestre até janeiro.

Os dados do IBGE integram a Pnad Contínua (Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua), cuja série histórica começou em 2012. O levantamento examina as condições do mercado de trabalho formal e informal.

Após a virada de ano, o desemprego costuma subir devido a fatores como a busca por recolocação após o fechamento de vagas temporárias. Analistas aguardavam a divulgação desta quinta para entender se esse movimento já seria confirmado ou não no trimestre até janeiro –e em qual intensidade.

Para as estatísticas oficiais, a população desempregada é aquela de 14 anos ou mais que não está trabalhando e que está à procura de oportunidades. No trimestre até janeiro, o contingente foi de 7,2 milhões.

Isso representa um crescimento de 5,3% na comparação com o período até outubro (6,8 milhões). Porém, no confronto com igual trimestre de um ano antes (8,3 milhões), o grupo apresentou uma queda de 13,1%.

A população ocupada, que estava exercendo algum tipo de trabalho, foi de 103 milhões no período mais recente, disse o IBGE. O indicador recuou 0,6% (menos 641 mil) na comparação com o trimestre até outubro e aumentou 2,4% em um ano (mais 2,4 milhões de pessoas).

Ao longo de 2024, a taxa de desocupação mostrou sucessivas quedas no Brasil. O indicador chegou a recuar a 6,1% nos três meses até novembro, renovando o menor patamar da série.

A redução do desemprego ocorreu em meio ao desempenho acima do esperado para a atividade econômica. Analistas dizem que o PIB (Produto Interno Bruto) respondeu a medidas de estímulo do governo federal, o que teria gerado uma demanda maior por trabalhadores.

Além do aquecimento da economia, um fator secundário que contribuiu para a queda do desemprego nos últimos anos foi o comportamento da taxa de participação.

Esse indicador mede a proporção de pessoas de 14 anos ou mais que estão inseridas na força de trabalho como ocupadas (empregadas) ou desempregadas (à procura de vagas). A taxa de participação até mostrou sinais de retomada nos últimos trimestres, mas continuou abaixo do patamar pré-pandemia.

Em parte, o quadro é associado ao envelhecimento da população. Por essa lógica, a saída da força de trabalho de pessoas mais velhas contribuiria para frear a procura por emprego e, assim, reduzir a pressão sobre a taxa de desocupação.

O IBGE também já afirmou ser possível que jovens estudantes tenham se afastado do mercado com a melhora da renda dos responsáveis pelas famílias. A situação seria positiva em caso de dedicação aos estudos.


Clique para comentar

Faça um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

um + seis =