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Arquiteto belga propõe cidade flutuante inspirada na Vitória-régia, planta da Amazônia
A estrutura da cidade segue a geometria radial e concêntrica da folha de vitória-régia, permitindo uma distribuição otimizada do peso e reduzindo o uso de materiais.

A arquitetura do futuro pode estar mais próxima da natureza do que imaginamos. O arquiteto belga Vincent Callebaut propõe um conceito inovador de cidade flutuante que se adapta ao meio ambiente em vez de lutar contra ele. Seu projeto, chamado Lilypad, é inspirado na majestosa vitória-régia (Victoria amazonica), uma das maiores plantas aquáticas do mundo, cujas folhas podem atingir até três metros de diâmetro. As informações são do site Nerdizmo.ig.com.br.
A proposta do Lilypad é uma cidade inteira navegando com as correntes oceânicas, sem causar impactos ambientais negativos, que pode abrigar até 10 mil pessoas e funcionar como uma metrópole móvel e autossustentável. Em vez de resistir às forças da natureza, a cidade flutuante foi projetada para coexistir com elas, oferecendo uma alternativa real para regiões ameaçadas pelo avanço dos oceanos.
No coração da estrutura, um lago de água doce coleta e purifica a água da chuva, garantindo o abastecimento para os moradores. Ao redor, há áreas destinadas a marinas, zonas montanhosas e espaços para trabalho, lazer e comércio.
As moradias planejadas ficam envoltas por jardins suspensos, conectadas por ruas orgânicas que reforçam a harmonia entre o ambiente urbano e natural.O processo de inovação por trás da Lilypad está na aplicação da biomimética, ciência que busca soluções sustentáveis imitando processos da natureza.
A estrutura da cidade segue a geometria radial e concêntrica da folha de vitória-régia, permitindo uma distribuição otimizada do peso e reduzindo o uso de materiais.
Outro aspecto audacioso é o casco da cidade, que se comporta como uma concha marinha: ele se calcifica naturalmente ao absorver poluentes da atmosfera, diminuindo sua pegada ecológica ao longo do tempo.
É um design todo pensado em reduzir impactos ambientais, e que também fortalece a estrutura da cidade conforme ela se integra ao ecossistema marinho.
Callebaut, a mente criativa deste conceito, acredita que a arquitetura deve transformar desafios climáticos em oportunidades. Por isso, aposta em soluções para demonstrar como é possível criar cidades que convivem em equilíbrio com o planeta.
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