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Brasil

Falhas em sistema que aponta risco de inadimplência gera dificuldades a consumidores

Em operação há pouco mais de um mês, Cadastro Positivo conta com score de quatro birôs, cada um com metodologia própria de elaboração de notas

Foto: Valter Campanato Agência Brasil

Falhas estruturais no Cadastro Positivo – sistema que considera o pagamento de contas em dia e dá nota ao consumidor, dizendo se é um bom pagador ou não – podem resultar em notas de crédito (score) diferentes para uma mesma pessoa, gerando confusão e transtornos, segundo o UOL.
Em operação no Brasil há pouco mais de um mês, o sistema conta com quatro birôs (empresas que elaboram a pontuação) autorizados pelo Banco Central: Serasa Experian, SPC Brasil, Boa Vista e Quod. Cada um deles adota fórmula própria para chegar à nota dos consumidores e tem convênio com redes de lojas distintas, o que gera os dados divergentes – fato que pode dificultar a vida do consumidor que deseja fazer uma compra parcelada em local onde ele seja apontado como alto risco de inadimplência, por exemplo.
O presidente da Associação Nacional dos Bureaus de Crédito (ANBC), Elias Sfeir, disse que a entrada dos dados do cadastro positivo está em fase inicial, motivo pelo qual as informações negativas, aquelas que mostram os atrasos e dívidas não pagas das pessoas, ainda pesam na pontuação dos cidadãos.
Segundo os birôs, o cadastro positivo vai ganhar peso na nota de crédito dos consumidores com o tempo, no correr do ano, porque essas informações estão chegando aos poucos. “É um projeto de médio prazo. Não é em um ano que entrarão todos os dados”, disse o presidente da ANBC. Segundo ele, até o fim deste ano, cerca de 120 milhões de pessoas estarão no cadastro positivo, segundo estimativas das empresas do setor. Para 2021, a projeção é de que o número de pessoas com nota de crédito no país chegue a 150 milhões.


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