Brasil
Polícia prende argentina acusada de injúria racial contra funcionários de um bar no RJ
Nesta quinta-feira, ela publicou um vídeo no Instagram dizendo que estava “morrendo de medo” após receber a decretação da prisão e que temia que seus direitos fossem “ainda mais violados”
Reprodução
A Polícia Civil prendeu a turista argentina Agostina Páez na tarde desta sexta-feira. O mandado de prisão contra ela foi expedido pela Justiça, após decisão da 37ª Vara Criminal. A turista, que foi flagrada em vídeo imitando gestos de macaco contra funcionários de um bar em Ipanema, na Zona Sul do Rio, no dia 14 de janeiro, já usava tornozeleira eletrônica. Ela foi encontrada por agentes da 11ª DP (Rocinha) em um apartamento alugado em Vargem Pequena, na Zona Sudoeste do Rio.
Nesta quinta-feira, ela publicou um vídeo no Instagram dizendo que estava “morrendo de medo” após receber a decretação da prisão e que temia que seus direitos fossem “ainda mais violados”.
“Todos os meus direitos estão sendo violados, estou desesperada, morrendo de medo, e faço este vídeo para que a situação que estou vivendo tenha repercussão”, disse ela. Ela ainda disse para não ser usada “como exemplo”.
O advogado Ezequiel Roitman, que representa Agostina, esteve na delegacia e afirmou que a defesa vai se manifestar nos autos do processo. Segundo ele, a cliente sempre colaborou com a Justiça. “Ela nunca quis se evadir, nunca quis fugir ou intimidar testemunhas”, disse.
Por volta das 16h45, a defesa informou que a prisão foi revogada e que Agostina deverá cumprir medidas cautelares, como comparecer em juízo sempre que for intimada, não deixar o país e continuar usando tornozeleira eletrônica.
O delegado Diego Salarini afirmou, no entanto, que ainda não recebeu a decisão judicial.
Após a decretação da prisão preventiva, Agostina postou um vídeo declarando estar “com muito medo”.
“Estou desesperada, morrendo de medo, e faço este vídeo para que a situação que estou vivendo ganhe repercussão”, disse. Ela pediu para não ser usada “como exemplo” e afirmou precisar de ajuda.
Agostina também afirmou que seus direitos estão sendo violados e que teme ser ainda mais prejudicada ao se manifestar publicamente. “Tenho medo de ser prejudicada ao fazer este vídeo, de que meus direitos sejam ainda mais violados”, declarou.
A prisão preventiva foi decretada após a 37ª Vara Criminal aceitar a denúncia do Ministério Público do Rio de Janeiro (MPRJ). Segundo a decisão, o pedido se baseia no risco de fuga e no comportamento reiterado da advogada, que, de acordo com a promotoria, repetiu as ofensas mesmo após ser alertada de que a conduta configurava crime no Brasil.
O caso aconteceu no dia 14 de janeiro. Segundo a denúncia do MPRJ, Agostina se referiu a um funcionário do bar como “negro” de forma pejorativa e, ao deixar o local, usou a palavra “mono”, que em espanhol significa macaco, além de imitar gestos do animal. Ainda de acordo com a promotoria, ela voltou a fazer ofensas, usando expressões como “negros de m…” e “monos”.
Não deixe de curtir nossa página no Facebook, siga no Instagram e também no X.













Faça um comentário