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Brasil

IBGE: Amazonas tem o maior índice de estudantes adolescentes vítimas de violência sexual

A Região Norte apresentou o maior percentual de meninas que já engravidaram, cujo percentual alcançou dois dígitos (10,7%). No Estado do Amazonas o percentual foi ainda mais elevado (14,2%).

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O Amazonas registrou os maiores percentuais ((14%) de adolescentes vítimas de violência sexual, de acordo com informações da 5ª edição da Pesquisa Nacional de Saúde do Escolar (PeNSE), realizada em 2024, pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), em parceria com o Ministério da Saúde (MS) e o com apoio do Ministério da Educação (MEC), divulgada nesta quarta-feira (25/03).

A pesquisa entrevistou estudantes de 13 a 17 anos, das redes públicas (84,3%) e privada (15,7%) do 7° ao 9° ano do Ensino Fundamental e do 1° ao 3° ano do Ensino Médio.

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ibge-amazonas-tem-o-maior-indiDe acordo com a pesquisa, a Região Norte apresentou o maior percentual de meninas que já engravidaram, cujo percentual alcançou dois dígitos (10,7%). No Estado do Amazonas o percentual foi ainda mais elevado (14,2%).

Na rede pública do Amazonas, 27,9% das adolescentes deixaram de ir à aula alguma vez por falta de absorvente, contra a média nacional de 16,9. O absenteísmo escolar por falta de segurança no trajeto foi mais expressivo no Amazonas (17,7%), enquanto o menor percentual foi registrado em Santa Catarina (8,2%).

O Amazonas foi o Estado com maior aumento no percentual de adolescentes que se envolveram em brigas (4,7 pontos percentuais) e o Estado do Paraná teve a maior redução (-3,7)

Dentre as Grandes Regiões, o Norte (20,8%) apresentou o maior percentual do País para o indicador ‘vida não vale a pena ser vivida’, enquanto as Regiões Sul e Sudeste (17,6%, ambas) posicionaram-se no extremo inferior dos resultados.

As Unidades da Federação do Amazonas e do Amapá (23,9%, ambas) exibiram os percentuais de respostas mais altos contra os resultados mais baixos obtidos nos Estados do Rio Grande do Norte (15,3%) e do Rio Grande do Sul (15,1%).

As disparidades regionais foram evidenciadas também em relação a cobertura vacinal de HPV, visto que o Estado do Amazonas registrou o maior percentual de cobertura vacinal contra o HPV (62,6%) e a menor taxa foi registrada no Estado do Acre (38,4%).

O Estado com o maior percentual de alunos em escolas que realizaram ações de prevenção da gravidez foi o Amazonas (89,6%), exatamente o mesmo com o maior percentual de alunos que receberam esse tipo de orientação (75,1%).

No Amazonas, o percentual de estudantes vítimas de bullying alguma vez foi o mais elevado (43,7%) e 67,7% deles estavam em escolas com suporte de uma Unidade Básica de Saúde, Equipe de Saúde da Família, Equipe de Atenção Básica ou CAPS.

Os Estados do Amazonas (26,2%) e do Rio de Janeiro (26,0%), apresentaram os maiores percentuais entre as Unidades da Federação, dos escolares informando faltar aulas sem a permissão dos pais.

A Região Norte (48,2%) registrou o percentual mais elevado de estudantes que declararam que seus pais ou responsáveis tinham o hábito de verificar seus deveres de casa. E a Região Sudeste (37,2%), o menor percentual na verificação dos deveres. Os Estados do Amazonas (51,7%) e do Maranhão (51,5%) tiveram os maiores percentuais. No conjunto das capitais esse indicador foi de 37,3%: Manaus (AM) (45,6%) e Cuiabá (MT) (43,8%) tiveram os maiores percentuais.

Os dados de 2024 sobre “faltar aulas sem a permissão dos pais” mostraram uma tendência nacional de aumento das faltas escolares sem autorização dos responsáveis entre as edições de 2019 e 2024. No Brasil como um todo, o indicador sobe de 19,3% (2019) para 22,1%, representando um crescimento significativo no comportamento de risco relacionado ao afastamento escolar.

Comparando as Grandes Regiões, a Região Norte teve um aumento de 6,0 p.p. entre as duas edições, passando de de 17,5% (2019) para 23,5% (2024).

Os Estados do Amazonas (26,2%) e do Rio de Janeiro (26,0%), apresentaram os maiores percentuais entre as Unidades da Federação, dos escolares informando faltar aulas sem a permissão dos pais.

Com relação ao percentual de escolares de 13 a 17 anos com tempo de comportamento sedentário diário superior a três horas, em 2024 o Amazonas registrou 36,6% nas escolas publicas e 57,5% nas privadas.

O percentual de escolares de 13 a 17 anos que fumaram cigarro alguma vez no Amazonas caiu de 24,4% para 19,7% no Amazonas entre 2024 e 2019. Op percentual de escolares de 13 a 17 anos que fumaram nos 30 dias anteriores à pesquisa também caiu de 7,7% para 6,9%

O Amazonas apresentou o maior percentual de acesso à camisinha no serviço de saúde (31,0%), superando inclusive a aquisição no comércio (26,2%).

No caso do recebimento de orientação na escola sobre a prevenção da gravidez, o menor percentual de alunos que tiveram acesso foi registrado no Estado do Rio Grande do Norte (59,7%) e o maior percentual no do Amazonas (75,1%).

Em relação ao recebimento de orientação na escola sobre HIV/AIDS ou outras Doenças/Infecções Sexualmente Transmissíveis, a Região Norte concentrou os dois Estados com o menor e maior percentual de alunos que receberam orientação sobre esse tema: Roraima (64,5%) e Amazonas (77,0%), respectivamente.


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