Amazonas
MP vistoria área apontada como origem de fumaça no Distrito Industrial 2
Equipe identificou foco ativo de incêndio e adotará medidas para responsabilização e interrupção das atividades
Foto: Orlando Menezes
A fumaça que tomou parte do céu de Manaus, nos últimos dias, motivou o Ministério Público do Amazonas (MP-AM), por meio do Núcleo de Atuação Extraordinária Ambiental (NAE-Ambiental), a realizar uma inspeção em pontos identificados como possíveis origens das queimadas na capital. A primeira área visitada está localizada no bairro Distrito Industrial 2, onde a equipe constatou a presença intensa de fumaça.
A ação integra as medidas adotadas pelo MP para o enfrentamento das queimadas e conta com articulação da Procuradoria-Geral de Justiça, sob a condução da procuradora-geral de Justiça em exercício, Anabel Vitória Pereira Mendonça de Souza. A atuação busca unir o trabalho de monitoramento, fiscalização e responsabilização dos envolvidos, além de fortalecer as ações de prevenção de novos focos de incêndio.
A vistoria mobilizou os promotores de Justiça Carlos Sérgio Edwards de Freitas, Tânia Maria de Azevedo Feitosa e Paulo Stélio Sabbá Guimarães — respectivamente, coordenador e integrantes do NAE-Ambiental.
O local foi identificado a partir de pontos estratégicos mapeados pela equipe. Durante a visita, foi possível observar que o Distrito Industrial estava tomado pela fumaça, evidenciando a intensidade do foco encontrado na região.
A promotora Tânia Feitosa destacou que, embora não seja possível afirmar que toda a fumaça que atingiu Manaus tenha origem naquele ponto específico, trata-se de um local estratégico para a investigação. “A situação é preocupante e precisamos acompanhar de perto a origem e a intensidade desses incêndios”, destacou.
Mais do que observar os efeitos da fumaça, a atuação busca contribuir para que os focos de incêndio sejam identificados e combatidos antes que o problema alcance proporções ainda maiores. Em um cenário de estiagem e altas temperaturas, a prevenção se torna fundamental para proteger o meio ambiente, a qualidade do ar e a saúde da população.
Responsabilização
O promotor de Justiça Paulo Stélio Sabbá Guimarães explicou que um dos objetivos da inspeção foi verificar diretamente a área apontada como origem da fumaça e reunir elementos para a adoção das medidas cabíveis.
“Nós já pegamos as informações a respeito do proprietário e agora vamos trabalhar a questão judicial para coibir esse tipo de comportamento”, ressaltou o membro do MPAM.
Segundo o coordenador do NAE-Ambiental, promotor Carlos Edwards, o foco no local produzia grande quantidade de fumaça e contribuía para a degradação da qualidade do ar na capital.
“No local, foi possível ver muita fumaça, contribuindo significativamente para a degradação da qualidade do ar na cidade de Manaus. O próximo passo é enfrentar o problema de maneira mais efetiva ao identificar os responsáveis”, afirmou o coordenador do núcleo, que já instaurou despacho acionando todas as Promotorias de Justiça da área ambiental a reforçarem as investigações.
Sociedade
O MPAM também reforça a importância da participação da população no enfrentamento às queimadas. Informações sobre focos de incêndio, queimadas ou situações que possam provocar danos ao meio ambiente podem ser encaminhadas à Ouvidoria-Geral do MPAM, de forma identificada, sigilosa ou anônima.
A procuradora-geral de Justiça em exercício, Anabel Vitória Pereira Mendonça de Souza, destacou que a união entre o MP e a sociedade é essencial para ampliar a capacidade de resposta diante do cenário de queimadas no estado.
“Esperamos que a sociedade se una ao trabalho do Ministério Público e seja nossa parceira nesse enfrentamento. Informações, inclusive de forma anônima, podem contribuir para que sejam identificadas pessoas que continuam cometendo esses crimes e causando danos ao meio ambiente”, afirmou a PGJ em exercício.
A procuradora ressaltou, ainda, que a atuação do MPAM ocorre em diferentes frentes, considerando tanto a necessidade de resposta imediata quanto a construção de medidas permanentes de prevenção.
“Estamos absolutamente uníssonos nesse propósito e trabalhando em três eixos: curto, médio e longo prazo, de modo a enfrentar a situação atual e também construir medidas que contribuam para prevenir novos episódios no futuro”, ressaltou.
No retorno à sede do MP, a equipe do NAE-Ambiental alinhou os próximos passos com a PGJ em substituição legal Anabel Mendonça e o promotor de Iranduba, Leonardo Abinader Nobre.
Como denunciar
A população pode encaminhar informações à Ouvidoria-Geral do MPAM por meio do WhatsApp (92) 3655-0745, de segunda a sexta-feira, das 8h às 14h. Também é possível registrar a manifestação pelo formulário eletrônico da Ouvidoria, disponível em denuncia.mpam.mp.br, ou presencialmente, na sede do MP (Av. Coronel Teixeira, 7.995, Nova Esperança).
Não deixe de curtir nossa página no Facebook, siga no Instagram e também no X.













Faça um comentário