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Nunes Marques diz que vai levar soltura de Bolsonaro para plenário decidir

Segundo a nota divulgada hoje, o ministro entende que o caso deve ser analisado pelo colegiado, no entanto, o processo ainda não está disponível para ser analisado

Foto: Rosinei Coutinho/STF

O gabinete do ministro Nunes Marques, do STF (Supremo Tribunal Federal), afirmou que o julgamento sobre o pedido de revisão criminal do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) deve ser levado ao plenário da corte e que o ministro não considerou uma anulação da condenação por liminar.

Segundo a nota divulgada hoje, o ministro entende que o caso deve ser analisado pelo colegiado, no entanto, o processo ainda não está disponível para ser analisado.

O ministro Kassio Nunes Marques tem afirmado que não vai analisar o caso (revisão criminal do ex-presidente Bolsonaro) antes da eleição por considerar que isso pode interferir no processo eleitoral. Isso deve ser avaliado somente após o segundo turno, que não significa imediatamente depois, é preciso aguardar o processo estar concluso.
Gabinete de Nunes Marques, em nota.

A nota frisa que o pedido de revisão criminal ainda aguarda parecer da PGR (Procuradoria-Geral da República). “Quando estiver pronto para julgamento, o ministro pretende levar ao plenário, que é o órgão competente. E a data desse julgamento, se for a plenário presencial, depende do presidente do Supremo Tribunal Federal”, diz.

No começo desta semana, o jornal Folha de S.Paulo informou que o ministro pretendia analisar o pedido de anulação da condenação por liminar, mas que o cenário mais provável seria pelo plenário.

A defesa do ex-presidente entrou com um novo pedido de revisão criminal na semana passada. Os advogados sustentam que não tiveram acesso à íntegra das provas desde o início e citaram diferenças no tratamento dos dados em relação ao que ocorreu com o celular do ex-banqueiro Daniel Vorcaro, do Banco Master.

No pedido, os advogados argumentam que a nova revisão se justifica porque há “fatos novos, prova nova e a demonstração cabal de que a manutenção da condenação de Jair Bolsonaro representa grave injustiça”.

 

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