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Vacinas contra Covid serão atualizadas no Brasil para proteger contra novas variantes

Pela nova regra, as vacinas deverão ser monovalentes, ou seja, direcionadas a uma única variante do vírus.

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As vacinas contra a Covid-19 utilizadas no Brasil passarão por uma atualização para acompanhar a variante do coronavírus que atualmente circula no país.

A mudança foi determinada pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) e publicada no Diário Oficial da União (DOU) nessa terça-feira (24/3). A decisão estabelece que os imunizantes deverão passar a incluir a cepa LP.8.1 do SARS-CoV-2.

Pela nova regra, as vacinas deverão ser monovalentes, ou seja, direcionadas a uma única variante do vírus. A medida acompanha estratégias adotadas internacionalmente, que revisam periodicamente a composição dos imunizantes para mantê-los mais próximos das variantes predominantes.

Nova variante e evolução do vírus motivam mudança

A atualização também leva em conta a evolução constante do coronavírus. Dados recentes indicam que, até o início de março, mais de 36 mil casos de síndrome gripal associados à Covid-19 haviam sido registrados no país.

Segundo o infectologista Renato Kfouri, vice-presidente da Sociedade Brasileira de Imunizações (SBIm), a adaptação das vacinas faz parte da estratégia de proteção contra um vírus que continua sofrendo mutações.

“As vacinas vão sendo atualizadas para se aproximar cada vez mais da variante que está circulando. Mesmo quando não há coincidência perfeita entre o vírus da vacina e o vírus que circula, elas continuam oferecendo proteção importante, especialmente contra formas graves da doença”, explica.

Vacinas passam a ser monovalentes com cepa LP.8.1

A nova determinação da Anvisa estabelece que os imunizantes contra a Covid-19 utilizados no Brasil deverão ter uma composição direcionada a uma única variante do vírus, a LP.8.1. Atualmente, parte das vacinas disponíveis ainda utiliza a cepa JN.1.

Para evitar desabastecimento, a agência autorizou um período de transição. Durante esse intervalo, vacinas baseadas na variante anterior ainda poderão ser utilizadas por alguns meses enquanto os fabricantes ajustam seus processos produtivos.

Atualização constante acompanha comportamento do vírus

A atualização periódica dos imunizantes ocorre porque o SARS-CoV-2 continua evoluindo geneticamente. Segundo Kfouri, esse comportamento torna a estratégia de vacinação contra a Covid-19 diferente da adotada para outras doenças respiratórias, como a gripe.

“No caso da influenza, existe uma sazonalidade muito bem definida e conseguimos prever com antecedência quais variantes devem circular no inverno. Com a Covid-19 isso ainda não acontece da mesma forma, porque o vírus não tem um padrão tão previsível de circulação”, afirma.
Por esse motivo, as vacinas contra a Covid tendem a ser atualizadas com base nas variantes mais recentes identificadas pela vigilância epidemiológica.

Vacinação continua essencial para evitar casos graves

Mesmo com a atualização da composição das vacinas, a imunização continua sendo uma das principais estratégias para reduzir os casos graves da doença.

“A vacinação é extremamente importante para proteger as pessoas de se tornarem casos graves da doença, prevenindo hospitalizações e óbitos”, reforça a gerente da Rede de Frio Central da Secretaria de Saúde do Distrito Federal, Tereza Luiza Pereira.

Segundo o infectologista Renato Kfouri, as vacinas são atualizadas justamente para se aproximar das variantes mais recentes em circulação. Ainda assim, a proteção contra formas graves tende a ser mantida mesmo quando não há correspondência perfeita entre a cepa da vacina e o vírus predominante.

Grupos prioritários seguem foco da vacinação

“Pode haver alguma redução na proteção contra infecção quando o vírus muda muito, mas a proteção contra hospitalização e morte continua muito significativa”, afirma.

Atualmente, no Brasil, a vacinação contra a Covid-19 é direcionada principalmente a grupos prioritários, como idosos, pessoas com comorbidades, imunossuprimidos e profissionais de saúde.


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