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Brasil

El Niño chega com força e eleva o risco de incêndios no Norte do País na estação seca, alerta chefe do Cemaden

Divulgado nesta terça, boletim de instituição americana confirma fenômeno para o segundo semestre, trazendo calor extremo para todo o país.

Incêndio em área da floresta amazônica na região de Porto Velho (Rondônia). (Foto: Bruno Kelly)

O mais recente boletim climático da Administração de Oceanos e Atmosfera dos Estados Unidos (Noaa, na sigla em inglês), divulgado nesta terça-feira (17/03) traz uma previsão que ninguém queria. Não apenas confirma um El Niño para o segundo semestre deste ano, mas alerta para a transição rápida, segundo informações de O Globo.

A Noaa é a principal instituição a monitorar o fenômeno no mundo. O El Niño será no mínimo moderado, e o efeito dado como certo é o calor extremo emtodo o Brasil.

O meteorologista Marcelo Seluchi, chefe de operações do Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais (Cemaden), analisa o que se pode esperar:

– Ainda estamos sob influência da La Niña, mas se espera uma transição muito rápida para o El Niño. As probabilidades aumentaram muito em relação ao mês passado. Passaram de 60% para 80% as chances de El Niño a partir de agosto. Vai acontecer. Até junho podemos esperar um período neutro, sem La Niña (fria) ou El Niño (quente).

Segundo ele, a partir de julho já haverá El Niño. “E, o que é péssimo, ele não parece ser dos mais fracos. Sobre se há risco de um super El Niño, ele disse que, neste momento, a previsão é de que, de setembro em diante, poderemos ter um El Niño de moderado a forte. Que significa calor. “A segunda metade do ano vai ser de muito calor. E muito calor traz as outras coisas, como baixa umidade, incêndios. Não são boas notícias, afirmou.

Nos próximos meses, até junho, a previsão de chuva não é ruim. Pode chover acima da média na parte alta do Amazonas. No restante do país, não dá para dizer neste momento. Mas deve chover mais no Sul e menos no Norte, como em todo El Niño. Sudeste e Centro-Oeste são incertos.

Marcelo Seluchi analisa: “Isso não significa a repetição de eventos como o do Rio Grande do Sul. Sempre há risco, mas não motivo para pânico. Neste momento, preocupa mais o risco de incêndios no Norte na estação seca, no segundo semestre. Muito mais importantes do que a chuva, serão os extremos do calor. Estes são certos”.


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