Brasil
61,1% dos evangélicos veem ofensa ou preconceito em ala de desfile, aponta pesquisa
Segundo o levantamento, 34,3% acreditam que o ato foi uma “ofensa à liberdade religiosa”, enquanto 26,8% dizem que foi uma “representação preconceituosa”
Reprodução/INstagram/AcadêmicosdeNiterói/
Pesquisa do instituto Ideia divulgada na quinta-feira (19) mostra que 61,1% dos evangélicos consideram que houve ofensa ou preconceito na ala da escola de samba Acadêmicos de Niterói que representou famílias em latas de conserva.
Segundo o levantamento, 34,3% acreditam que o ato foi uma “ofensa à liberdade religiosa”, enquanto 26,8% dizem que foi uma “representação preconceituosa”.
Por outro lado, 11% disseram que foi uma “crítica artística legítima” e 8,7% afirmaram ter se tratado de uma “sátira aceitável”. Do total, 19,2% não souberam ou preferiram não opinar.
A pesquisa Ideia entrevistou 656 pessoas que se declaram protestantes/evangélicos, no dia 18 de fevereiro, por meio de recrutamento digital. A margem de erro do levantamento é de 3,8 pontos percentuais, para mais ou para menos, com intervalo de confiança de 95%.
De acordo com a sondagem, 45,9% dos entrevistados viu apenas notícias e postagens falando sobre uma escola de samba que apresentou a ala de “família em conserva” no desfile; 23,9% disse que não viu nem ouviu falar sobre o caso; 19,1% viu o desfile ou o vídeo e 11,1% não viu, mas ouviu falar sobre.
A Acadêmicos de Niterói estreou no Grupo Especial do Carnaval do Rio de Janeiro em desfile no último domingo (15). A agremiação homenageou o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
O desfile levou a uma série de críticas da oposição, que, além de apontar intolerância religiosa, argumenta que houve propaganda eleitoral antecipada e outros ilícitos.
A pesquisa Ideia mostra também que 27,1% dos evangélicos acham que representações desse tipo contribuem para aumentar a polarização religiosa e política. Outros 21,2% avaliam que contribuem para normalizar a discriminação simbólica; 20,7%, para provocar reflexão crítica; 17,5%, para ampliar o debate público e 13,4% dizem que não geram impacto relevante.
O instituto perguntou, por fim, os que como os respondentes acham que seria a reação pública caso outro grupo religioso tivesse sido retratado dessa forma. 35,1% disseram que seria mais intensa, enquanto 29,3% afirmaram que seria igual; 14,8% creem que seria menos intensa e 20,9% não souberam.
AS informações são da CNN
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