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Amazonas

Veja diz que prisões que rondam o PSC no Rio preocupam o governador do Amazonas

A revista diz que “depois de abafar uma CPI e demover o risco imediato de impeachment, o temor de Wilson Lima é de ser afastado também como foi Wilson Witzel, no Rio de Janeiro, por uma decisão do Superior Tribunal de Justiça.

As denúncias de corrupção, investigações e prisões que rondam o PSC estão preocupando o outro Wilson do partido, o Lima, governador do Amazonas. As informações foram publicadas na coluna de Matheus Leitão, no site da revista Veja, nesta quinta-feira.

Segundo a matéria, interlocutores do governo do Amazonas descrevem apreensão com as investigações envolvendo o presidente da legenda, Pastor Everaldo, cuja prisão foi transformada em preventiva no início do mês a pedido da Procuradoria-Geral da República (PGR).

A revista diz que “depois de abafar uma CPI e demover o risco imediato de impeachment, o temor de Wilson Lima é de ser afastado também como foi Wilson Witzel, no Rio de Janeiro, por uma decisão do Superior Tribunal de Justiça (STJ). “Um corpo a corpo foi montado junto à corte.
No STJ, o ministro Francisco Falcão é relator de um processo envolvendo o lobista Alessandro Bronze, que teria livre acesso às secretarias de governo do Amazonas e, por isso, pode comprometer a imagem de Wilson Lima”, diz a matéria.

Na semana passada, Francisco Falcão atendeu o pedido do Ministério Público Federal (MPF) e autorizou a quebra do sigilo telefônico do lobista Alessandro Bronze.

Além da preocupação com o que os dados de Alessandro Bronze podem revelar, o governo Wilson Lima se vê envolvido com companheiros de partido que são alvos de investigação. Wilson Witzel, por exemplo, está em situação cada vez mais delicada, com a votação hoje do impeachment por corrupção na saúde.

Afastado após a deflagração da Operação Tris in Idem, no mês de agosto, Witzel está mais próximo do afastamento depois que o deputado estadual Rodrigo Bacellar (SD), relator do processo de impeachment que tramita na Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj), deu parecer favorável ao procedimento.

 

O governador Wilson Lima em reunião com Pastor Everaldo e o governador do Rio, Wilson Witzel, do PSC, em Brasília.

Já o presidente do PSC, Pastor Everaldo, também não está em situação favorável. Além da prisão preventiva, ou seja, sem prazo determinado, uma nova denúncia oferecia pela PGR nesta semana cita o presidente da legenda como “veterano da corrupção”.

Enquanto esses grandes nomes do PSC perdem força com as investigações e denúncias, o outro Wilson, do partido, o governador do Amazonas, tenta se proteger a todo custo para não enfrentar o mesmo destino. Neste caso, o Amazonas terá que, como em outros estados, se readaptar com a saída de um governador às vésperas das eleições municipais.

A revista diz que procurou o governo do Amazonas. A resposta enviada é que “comparar a situação atual do governo do Amazonas com problemas de governos de outros estados é uma tentativa artificial e maliciosa de misturar realidades diferentes”.

Segundo o governo do estado, “a oposição tentou, sem sucesso, imobilizar o governo com CPI e processo de impeachment sem fato determinado, ou seja, sem apontar qualquer crime contra o chefe do Executivo estadual. Como era esperado, a manobra fracassou. Agora, depois das sucessivas derrotas, essa mesma oposição parte para o jogo sujo de comparações na esperança de induzir em erro o Poder Judiciário”.

O governo argumenta ainda que “tem fé em que isso não ocorrerá. Confia na Justiça brasileira e qualquer tentativa política por parte dos que tramam contra a vontade popular que elegeu democraticamente seu governante, cairá por terra pois tal intento esbarrará no cenário intransponível de ausência de prática de qualquer ato ímprobo por parte do chefe do Poder executivo amazonense”.

A Procuradoria Geral da República (PGR) afirma que o governador do Amazonas, Wilson Lima (PSC), tinha “domínio completo” de esquema que superfaturou a compra de respiradores mecânicos destinados a pacientes vítimas da Covid-19. A PGR diz que Lima detinha “domínio completo e final” das ações que levaram ao superfaturamento e que exercia o comando do grupo a partir dos “bastidores”. A Polícia Federal chegou a pedir sua prisão, mas o ministro do Superior Tribunal de Justiça (STJ), Francisco Falcão, negou o pedido.

A Polícia Federal (PF) deflagrou a Operação Sangria, que investiga a compra superfaturada de respiradores para pacientes com a Covid-19 no Amazonas. Lima foi alvo de mandados de buscas e apreensão. O prejuízo estimado aos cofres públicos pelos investigadores é de R$ 2,1 milhões.

Segundo a PGR, o superfaturamento foi praticado por uma organização criminosa instalada dentro do governo do Amazonas sob o comando de Wilson Lima.

“Com efeito, como apontado desde o início da apuração, os fatos ilícitos investigados têm sido praticados sob o comando e orientação do governo do estado do Amazonas, Wilson Miranda Lima, o qual detém domínio completo e final não apenas dos fatos relativos à aquisição de respiradores para enfrentamento da pandemia, mas também de todas as demais ações governamentais relacionadas à questão no bojo das quais atos ilícitos têm sido praticados”, diz um trecho da representação feita pela PGR junto ao STJ.

Segundo os investigadores, a organização criminosa forjou um processo de dispensa de licitação para comprar equipamentos a preços superfaturados. Um respirador que custava R$ 39,4 mil foi vendido ao governo por R$ 157,8 mil. A empresa contratada pelo governo para fornecer os equipamentos era uma distribuidora de vinhos. Os investigadores sustentam que ela serviu apenas como “intermediária” de outras empresas com histórico na prática de fraudes contra órgãos públicos.

Ainda de acordo com a PGR, Wilson Lima exercia o comando do esquema a partir dos bastidores.

“Em delitos como os investigados nestes autos, é corriqueiro que o real detentor do comando da organização remanesça exercendo seu mando a partir dos bastidores, sem se expor. Isso faz com que as atividades ilícitas do real agente criminoso não sejam percebidas pelos órgãos de investigação”, diz a representação.

Em sua decisão, o ministro Francisco Falcão diz haver elementos que indicam que Lima tinha “ciência e participação no processo de dispensa de licitação para a aquisição dos respiradores pulmonares” superfaturados.

Na avaliação do ministro, apesar de haverem “fundadas razões a propósito do efetivo envolvimento” de Wilson Lima no esquema, a sua prisão, solicitada pela Polícia Federal, ainda não era considerada por ele como imprescindível.

Falcão acabou determinando a prisão da secretária de saúde do Amazonas, Simone Araújo de Oliveira Papaiz e outras sete pessoas.

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